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Lições Betel adultos familia cristã 1 trim 2020
Lições Betel adultos familia cristã 1 trim 2020

                                                                        

                                        

TODAS LIÇÕES 1 TRIMESTRE 2020

Lição 1 - Família: Um Projeto Elaborado por Deus

Lição 2 - Família: Princípios e Valores

Lição 3 - A Comunicação no Ambiente Familiar

Lição 4 - Orientações Bíblicas sobre a Intimidade do casal

Lição 5 - Enfrentando as Tensões no Casamento

Lição 6 - A Necessidade de um Planejamento Financeiro

Lição 7 - A Ameaça aos Valores Cristãos na Família

Lição 8 - O Desafio da Criação dos Filhos

Lição 9 - O Poder de Jesus para Transformar a Família

Lição 10 - A Família e a Igreja

Lição 11 - Aperfeiçoando o Relacionamento Conjugal

Lição 12 - As Bênçãos de Deus para a Família

Lição 13 - Relacionamentos do Cristão: Deus e Família

 

 

                       Lição 1 - Família: Um Projeto Elaborado por Deus                                                                                                                                                                                                                                                                 

Professor neste trimestre busquemos ao Senhor para conseguirmos trazer muitas famílias para a EBD. Este trimestre será uma benção.A família está sob ataque.Sinto que o Senhor conta conosco no fortalecimento e até mesmo resgate de muitas famílias.

Antes de iniciar o estudo apresente o comentarista que será o Bispo Abner Ferreira, faça uma síntese dos temas que serão estudados. Boa aula,excelente trimestre a todos!

 

Texto Áureo

"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele." (Gênesis 2.18).

Em 2007, a média de duração de um casamento civil poderia ser estimada em 17 anos. Dez anos depois, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio caiu para 14 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2017, do IBGE.

A pesquisa mostra que entre 2016 e 2017 o número de uniões registradas diminuiu 2,3% e o número de divórcios aumentou 8,3%. A gerente da pesquisa, Klívia Oliveira, mostrou que este é o segundo ano consecutivo com aumento do número de divórcios e diminuição de casamentos. “A proporção é de três casamentos para cada divórcio”, comenta.

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br


Verdade Aplicada

A Família é uma instituição divina, como parte do projeto da criação e estabelecida antes do pecado da humanidade.

A familia foi estabelecida por Deus e sua continuidade depende inteiramente do criador. Não podemos permitir que o secularismo venha invadir a família.

Lembre-se que o secularismo é a doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos.(dic. teológico CPAD).

Uma família secularizada despreza os valores espirituais fundamentados na bíblia e aderem a valorização dos princípios humanos e materiais. Quando isso acontece o certo passa ser errado e vice-versa.

 

Objetivos da Lição

- Ensinar acerca do propósito do matrimônio;

- Mostrar a importância da família à luz da criação;

- Apresentar o modelo de Deus para o casal.

Motivo de Oração

Ore para que o Senhor fortaleça as famílias ao redor do mundo.

 

Gênesis 2.21-25

21 - Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu, e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 - E da Costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher,  e trouxe-a Adão.

23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne, esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

25 - E ambos estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam.

 

Introdução

Iniciaremos esta série de lições sobre família pontuando aspectos revelados nas Escrituras Sagradas sobre sua origem divina, instituída com propósitos e padrão bem definidos.

Professor, para introduzir a lição, sugerimos que reproduza conforme suas possibilidades a tabela abaixo. Inicie a aula com a seguinte indagação: “Quais são os principais desafios da família atual?”. Ouça os alunos com atenção. À medida que forem falando, preencha a primeira coluna do quadro. Em seguida afirme que muitos são os desafios da família e, por isso, precisamos da sabedoria divina para vencê-los. Logo após faça a seguinte pergunta: “Como podemos vencer esses desafios?”. Ouça as respostas e preencha a segunda coluna do quadro. Esta atividade incentivará a participação ativa dos alunos e a sua aprendizagem. 

 


Fonte: Lições CPAD Jovens e Adultos »  2013 » 2º Trimestre.

 

 

1 - A Origem do Matrimônio
A primeira instituição criada por Deus foi a família.

Professor enfatize que Deus criou a família de uma forma toda especial (conf. Texto de referencia). Pergunte para a classe: “que lugar o Senhor ocupa em sua família“?

 

1.1 - O Primeiro Casal

O relato bíblico nos assegura que a família tem origem no jardim do Éden através da união entre Adão e Eva. Quando Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2.18).

“Criado para relacionamentos

[...] A Bíblia começa nos dizendo que Deus em afinidade — Pai, Filho e Espírito Santo — criou o homem e a mulher para uma vida de relacionamentos mútuos e com Ele (Gn 1.16,17). Ambos refletem a glória de Deus. O homem foi criado primeiro (Gn 2.7), seguido pela mulher, que foi tirada do homem (Gn 2.21-23). A mulher foi criada, porque Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele [ou seja, uma auxiliadora para satisfazer-lhe as necessidades]’ (Gn 2.18).

Mas que necessidade tinha Adão e com a qual não podia lidar no utópico Éden com seu ecossistema perfeitamente equilibrado e a atmosfera livre de substâncias tóxicas? Solidão! Solidão foi a primeira emoção que Adão teve com a qual não podia lidar [...].

Ainda que no frescor do dia Deus viesse conversar com Adão, este precisava de alguém como ele mesmo — outro ser humano —, com quem pudesse se comunicar durante o dia. A mulher não foi criada para ser objeto sexual. Antes, foi criada para ser ouvinte incentivadora e comunicadora dinâmica. Era tão fundamental esse relacionamento, que o casal recentemente formado foi instruído a ensinar seus filhos a deixar pai e mãe e apegar-se aos seus respectivos cônjuges (Gn 2.24)” (CARLSON, R. et al. Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.35-6).

Professor explique que o relacionamento entre os membros da família fortalece a família, lógico que falamos de relacionamento pessoal. Sabemos a importância das redes sociais,principalmente o WhatsApp que atualmente é uma ferramenta importantíssima de comunicação familiar,todavia não substitui um caloroso relacionamento  familiar.

 

1.2 - A Família e sua Influência na Sociedade

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a família é o elemento natural, universal, e fundamental da sociedade.

A deterioração da sociedade acontece por causa da deterioração da família. É nosso deve cuidar da família (Dt 6.6-9).

A igreja precisa estar atenta para a tendência mundana de desvalorizar a  influência da família na sociedade.

Afinal, é na família que tudo começa [...]

Por que a família é a base da sociedade?

A família é onde se aprende a viver em sociedade, se aprende a obedecer, a dividir, a ajudar, a economizar, é como se fosse uma mini sociedade dentro de uma casa.

“Como realmente influenciar a sociedade”

A esse respeito, criar filhos — não a política, não a sala de aula, não o laboratório, nem mesmo o púlpito — é o lugar da maior influência. Supor o contrário é ser cativo da ilusão secular atrofiada. Devemos entender que é através da famíliacristã que a graça de Deus, uma visão de Deus, os erros do mundo e um caráter cristão são mais poderosamente transmitidos.
No Antigo Testamento, quando Deus escolheu guiar o seu povo, a Bíblia repetidamente indica que Ele procurou uma pessoa (veja Is 50.2,10; 59.16; 63.5; Jr 5.1; Ez 22.30). Um único indivíduo santificado pode fazer toda a diferença neste mundo.[...]. Pais, não abandonem o seu lugar de influência. […] Acredite” (HUGHES, Barbara; Kent. Disciplinas da Família Cristã. RJ: CPAD, 2006, p.20). 

5 Da mesma forma, trago na lembrança a sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também habita em ti.(2Tm 1.5)

 

15 Porque desde a infância sabes as Sagradas Letras que têm o poder de fazer-te sábio para a salvação, por intermédio da fé em Cristo Jesus.(2Tm3.15)

1.3 - Uma Definição de Família

O dicionário define a família como uma instituição, parentesco, organização e sociedade, mas não se refere à sua origem.
A sociedade vê a família como uma instituição humana, na qual cada membro tem direitos [...]

Conceito. A família traduz-se como um grupo social indispensável para o estabelecimento de uma civilização forte e duradoura. Ela é a célula-mãe de todas as instituições sociais. A definição de família, à luz do direito, pode, entretanto, assumir várias conotações, dependendo da cultura e da época da sociedade que se analisa. Contudo, independentemente da cultura ou mesmo dos aspectos históricos, há certa convergência em estabelecer que a família se constitui no grupo social composto por pessoas ligadas pela consanguinidade, afinidade e/ou pela existência de vínculos matrimoniais. Entre os hebreus é certo garantir que a expressão família abrangia muito além de cônjuges e descendentes, pois incluía também os parentes por afinidade e os escravos (Gn 47.12), não obstante somente os filhos pudessem herdar os bens. A exceção era para o caso de não haver filhos, em que a herança iria para o escravo mais antigo, nascido na casa (Gn 15.2-4).

 

(Lições CPAD » Jovens 2016 » 2º Trim.)

 

2 - A Família à Luz da Criação

Deus criou a família com propósitos e a fundamentou com princípios para que sempre fosse forte e dirigida por Ele. A relevância da família é atestada, também, ao ser usada para ilustrar o relacionamento entre Cristo e a Igreja (Ef 5.32).

2.1 - O Desenho Original para a Família

[...] O capítulo 2 do livro de Gênesis detalha como se deu a criação do homem e da mulher. O Senhor Deus observou que estava faltando uma companheira para o homem e agiu para suprir.

O Senhor então criou a mulher a partir do homem e a apresentou, dando instruções de como deveriam viver unidos (Gn 2.18-25).

O padrão divino. No livro de Gênesis Deus estabeleceu o padrão para a família. Está escrito: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). E Jesus complementou: “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mc 10.9). A família começa, assim, com homem e mulher, quando eles deixam a casa de seus pais e se unem para formar um novo núcleo familiar. Simples assim.

Qualquer outra variação familiar carece de respaldo bíblico. A poligamia, por exemplo, foi tolerada por Deus em determinados períodos, mas vê-se claramente, na Bíblia, as funestas consequências sofridas por quem andou por esse caminho (Gn. 30.1,2; 1Rs 11.3). O fato é: o padrão de Deus para o casamento é que ele seja monogâmico (cada qual deve ter apenas um cônjuge), heterossexual (realizado entre homem e mulher), monossomático (os cônjuges devem se tornar uma só carne) e indissolúvel (deve durar para sempre). (Lições CPAD » Jovens 2016 » 2º Trim.)

 

2.2 - Unir para Multiplicar

[...] Mas o propósito de Deus ia além. Ele os uniu em matrimônio para que juntos pudessem dar frutos e se multiplicarem sobre a terra (Gn 1.27-28).

Gênesis 1

27 — E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

28 — E Deus os abençoou e disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

Após o dilúvio Deus novamente repete as mesmas palavras:

A bênção divina. Reconstruir a sociedade humana era tarefa nada fácil. Noé e sua família teriam de recomeçar um processo civilizatório que, por causa da grande inundação, perdera quase dois mil anos de invenções, descobertas e avanços tecnológicos.

Nessa empreitada, o patriarca e seus filhos necessitariam da plenitude da bênção divina. Bem-aventurando-os, ordena-lhes o Senhor:

“Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela” (Gn 9.7).

( Lições CPAD Jovens e Adultos »  2015 » 4º Trim.)

 

2.3 - Deus fez tudo sobre Medida

[...] Deus é o idealizador da família. Isso significa claramente que Deus fez com propósitos definidos para esse mundo (Ml 2.15).

Ora, não foi o SENHOR que fez deles um só? Eles lhe pertencem em corpo e espírito. E por que um só? Porque ele desejava uma descendência santa e abençoada! Portanto, cuidai atentamente de vós mesmos: Ninguém seja infiel para com a sua esposa, a mulher da sua mocidade. (Ml 2.15) (BKJ)

Jesus confirmou essa instituição original e legal, conforme a Lei de Deus: “Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?” (Mt 19.4,5; cf. Gn 2.24).

 

* origem do casamento como instituição divinamente estabelecida. 

 

 

3 - Um Modelo Estabelecido no Princípio

Veremos como é a matriz do casamento no projeto original, que começa com a união entre um homem e uma mulher.

 

3.1 - Deus fez Homem e Mulher

[...] no projeto original, Deus não uniu dois homens do mesmo sexo, nem tampouco duas mulheres. De acordo com o projeto original, Deus desejava que eles se reproduzissem e pessoas do mesmo sexo não se reproduzem (Gn 1.27-28).

[...] o modelo bíblico para o casamento sempre será um homem e uma mulher, o que passar disso é invenção humana e maligna (1Tm 4.1-3).
Então podemos concluir neste tópico que o primeiro aspecto do casamento é que ele deve ser heterossexual (entre um homem e uma mulher).

O princípio da heterossexualidade. Nas Escrituras, Deus definiu para o casamento o princípio da união heterossexual: um homem e uma mulher unidos para sempre sob as bênçãos divinas. 

Quando Gênesis 2.24 estabelece o princípio monogâmico e heterossexual, o texto identifica o homem que deixa a casa do pai e da mãe, para unir-se à sua mulher, tornando-se “ambos uma só carne”. Ao lado da monogamia, a heterossexualidade é o princípio inegociável em qualquer tempo ou lugar. Entretanto, cabe aqui uma advertência bíblica e séria: esses dois princípios só sustentam o casamento se forem vividos sob a égide do verdadeiro e sacrifical amor de ambos os cônjuges (Mt 22.37-40; cf. Ef 5.22-25). Por isso, lute por seu amor; ame o seu cônjuge; renove os votos matrimoniais periodicamente. 

3.2- Casamento Monogâmico

Outro aspecto da matriz do casamento apresentada no livro de Gênesis é omonogâmico, ou seja, um homem se une com uma só mulher. Tal característica aponta que o projeto divino é que o casamento não fosse desfeito.

O princípio da monogamia. No plano original de Deus para o casamento, o princípio da monogamia está declarado assim: “Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gn 2.24). Mas, infelizmente, após a Queda, o homem desviou-se do plano divino, e distorceu as diretrizes básicas de Deus para o matrimônio. Por exemplo, a Bíblia narra a história de Lameque, filho de Metusael, que deu início à prática da bigamia (Gn 4.19). Assim, com o passar do tempo, a poligamia também foi temporariamente aceita na comunidade hebreia. 

Quando o ser humano se rebela contra a vontade monogâmica de Deus quanto ao casamento, um abismo passa a chamar outros abismos: incesto, homossexualismo, pedofilia, zoofilia, necrofilia e outras abominações semelhantes. 

Diante de um quadro tão grotesco e estarrecedor, a Palavra de Deus impõe-nos o padrão monogâmico, heterossexual e indissolúvel como a vontade original do Criador para o matrimônio (1Co 7.1,2).  

 

“No século XXI, a família está sob ataque das forças do inferno de maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque tem sido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguido mobilizar governos, sistemas judiciários, escolas e faculdades, para minar as bases da instituição familiar. Só em Cristo a família pode resistir às investidas satânicas.

Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade familiar, tal como Deus a criou, pela união de um homem e de uma mulher através do casamento. A sociedade sem Deus admite outros ‘arranjos’ de família.

Hoje, porém, com a influência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasticamente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais, seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda desse falso ‘progresso’ tem chegado, dominando as mentes e as consciências.

Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito do Anticristo. Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudanças perniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a ‘nova visão de mundo’, a família tradicional é considerada ultrapassada. O casamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa dar lugar a ‘novas configurações de família’” (RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.40-42).

 

 

3.3 - Uma União Submissa a Deus

A terceira característica da matriz da união conjugal é a submissão a Deus, visando um contínuo relacionamento [...] É preciso resgatar a consciência de que sendo a família instituída por Deus, deve a Ele sua origem, lealdade e adoração.

O ambiente familiar também deve ser cúltico. Para tanto, faz-se necessário o cultivo da leitura bíblica, oração e louvor em família.

Segundo o Pr. Eliezer de Lira e Silva (2004) “A falta de tempo para se refletir na Palavra de Deus, em família, é uma ameaça contra a estabilidade espiritual dos filhos e dos cônjuges. Levemos em conta que os dias atuais são mui difíceis, em virtude de seus perversos ensinos tentarem neutralizar os valores bíblicos e espirituais que devem nortear a casa e a igreja.

O mundo impõe um padrão de conduta que nada tem a ver com o do cristão. É no lar que a criança deve adquirir convicções que a tornem capaz de resistir aos valores deturpados do mundo. Portanto, muito cuidado! “Se o culto doméstico e o ensino sistemático da Palavra forem negligenciados pelos pais, a família estará fadada ao fracasso, às vezes, irreversível.”

“O povo de Deus é sábio. Reúne condições de cuidar prioritariamente de sua vida espiritual, pois tem nas mãos a Bíblia, a fonte da sabedoria e das revelações divinas, que ‘o tesouro mais precioso que conquistamos’. A maioria dos crentes pratica o culto doméstico — um exercício espiritual que tantos benefícios têm trazido aos filhos de Deus, à igreja e ao mundo. Sem prolongados comentários, anotemos três das razões que justificam a importância do culto doméstico:

  1. É uma obra sagrada.A leitura bíblica e a oração envolvem a todos, tornando o ambiente familiar mais doce. Além disso, contribuem para estruturar a comunhão entre os membros da família... É fator de harmonia. Estabelecer uma convivência digna de Deus, contribuindo para evitar as desavenças e a desunião no lar, pois é um exercício espiritual.
  2. Produz despertamento.Estimula os filhos na caminhada com Cristo, por tratar-se de um recurso eficaz que lhe desperta a vocação cristã. Estabelece relação com o futuro dos púlpitos e determina o bem-estar dos filhos nesta vida e na eternidade.

 

  1. Proporciona melhores condições espirituais.Habilita toda a família para servir melhor a Deus e glorificá-lo. Em qualquer situação, mesmo as mais difíceis, as condições espirituais produzem no servo do Senhor a confiança” (...E Fez Deus a Família.CPAD, pp.192,193).

Conclusão

Deus criou o matrimônio para que fosse indissolúvel e tudo o que precisamos para uma vida matrimonial bem-sucedida está registrado na Escritura. Deus não somente criou a instituição família, mas também estabeleceu princípios para que seus alicerces não ruíssem diante das tempestades (Mt 7.26-27).

 

Fonte

Revista BETEL - Lições Bíblicas Adultos. Tema: A Família Natural Segundo os Valores e Princípios Cristãos. Comentarista Bispo Abner Ferreira, 1 Trimestre 2020 - Ano 20 - nro. 114.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 2

 

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Família: princípios e valores

12 de Janeiro de 2020

 

 

Texto Áureo

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.", Sl 127.1

 

Verdade Aplicada

O primeiro ato divino após criar a família foi abençoá-la. Além disso, Ele também estabeleceu princípios e valores para protegê-la e fortalecê-la.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 14.28-31

28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

30 - Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

31 - Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

 

Introdução

Em um tempo de tanta pluralidade e desconstruções, é fundamental permanecermos nos princípios e valores expostos na Palavra de Deus, que devem nortear a construção e preservação da família, por ser instituição divina.

 

  1. Casa alicerçada na rocha

Toda construção começa no alicerce e continua pela estrutura, logo virá o teto e por último o acabamento. Para construir um matrimônio forte, devemos pensar e trabalhar nestas coisas a partir da Palavra de Deus [Mt 7.24].

 

1.1. Uma casa se edifica na rocha.

A rocha é a base estável para a construção de uma casa. A parábola dos dois alicerces enfatiza duas atitudes: prudência e insensatez [Mt 7.24-27]. Faz-nos lembrar a relevância de sermos cuidadosos e sábios ao iniciarmos a formação de uma família. Nenhum construtor começará a obra pelo teto, sempre a iniciará pelo alicerce. Aqui Jesus está alertando que não basta saber quem Ele é e o que diz. É preciso colocar em prática e viver de acordo. Assim, o lar estará preparado para futuras tempestades, mas sempre seguro [Mt 7.25].

 

1.2. Uma casa edificada na areia.

A areia é considerada um fundamento instável. A areia lembra uma vida carnal, sem princípios divinos, onde imperam apenas os desejos, os pensamentos e a vontade da carne [Gl 6.8]. O resultado de uma vida sem princípios é a ruína. Jesus chamou de insensatos aqueles que apenas ouviam, mas não praticavam Seus ensinamentos. Não disse apenas que a casa caiu, mas que foi grande a sua queda [Mt 7.27]. O fundamento de toda família saudável é Cristo.

 

1.3. Uma casa edificada pelo Senhor

Uma reconstrução é muito mais difícil que uma construção. Por essa razão, o Senhor Jesus Cristo nos instrui a fazer os cálculos daquilo que iremos construir, para que, pondo os alicerces, não deixemos a obra inacabada e sejamos escarnecidos. O Senhor deve ser o edificador de nossas casas para que não trabalhemos em vão [Sl 127.1]. As muitas dificuldades vivenciadas por algumas famílias são resultados de atitudes tomadas no passado sem procurar saber a vontade do Senhor. Uma casa não se edifica apenas com boa vontade, é necessário planejamento [Lc 14.28-30]

 

  1. Princípios divinos para o matrimônio

Princípios são regras que orientam a ação de um ser humano em todas as áreas da vida. Deus criou o matrimônio com propósitos, e, para alcançá-los, estabeleceu princípios para que as famílias ao serem formadas se orientassem por eles. Desses princípios iremos destacar três.

 

2.1. O princípio do novo relacionamento

Ao compreender que aquela companheira dada por Deus era carne de sua carne e osso dos seus ossos, Adão revela o princípio mais importante do matrimônio: o "deixar" [Gn 2.23-24]. A expressão: "Portanto deixará", enfatiza a importância de que um casal se separe de seu núcleo familiar primário para dar início a um novo lar e uma nova família. O termo "deixar" não se refere a romper os laços familiares. Refere-se a uma mudança necessária para assumir para assumir a responsabilidade de construir e edificar uma nova família a partir de suas próprias experiências [Lc 6.48]. A ordem divina tem um propósito poderoso: desligar o casal da influência e das interferências [Ef 5.31].

 

2.2. O princípio da unidade

O princípio da unidade se deriva do verbo "unir", que significa: juntar dois elementos que estavam separados, mas que agora permanecerão unidos por um vínculo não somente físico, mas essencialmente espiritual [Ef 5.31]. Como comentou o pastor e escritor Timothy Keller, a expressão "apegar-se-a", conforme podemos ler em Gênesis 2.24, "expressa a força do verbo hebraico. É um termo que significa, literalmente, ser colado a algo". Portanto, não se trata de um união superficial ou que possa ser desfeita sem prejuízos. Descuidar nesse quesito é abrir a porta para grandes problemas [Mt.19.6].

 

2.3. O princípio da permanência

O Senhor Deus criou o casamento para ser uma união permanente [Mt 19.6]. Infelizmente, o pecado causou muitos estragos na vida das pessoas e estas, ao unirem-se em matrimônio, levam consigo conceitos totalmente avessos acerca dele. Conceitos errôneos e avessos às Sagradas Escrituras irão acabar com a relação [1 Co 15.33] A mentalidade das pessoas é determinante para que o casamento permaneça [Rm 12.1-2]. A atitude de ambos ajudará a formar a mentalidade de permanência no matrimônio. Deus deseja que os cônjuges aprendam a aceitar-se e a trabalhar, com respeito, as suas diferenças e discordâncias.

 

  1. Agregando valores ao matrimônio

Para que o matrimônio tenha a forma de uma união abençoada por Deus, é necessário que ele seja acrescido de valores. Um matrimônio fraco e propenso a deteriorar-se, porque não tem forma [Sl 127; 128; Ef 5.22,25,28].

 

3.1. O temor de Deus

O temor a Deus significa "reverência, respeito ou honra, tratando-se de um profundo e reverente sentimento de responsabilidade perante Deus ou Cristo". Indica a plena consciência de quem é Deus e de quem somos nós. Portanto, se somos discípulos de Jesus Cristo, esta consciência abrange, também, o contexto matrimonial e toda a família. Desse modo, o temor a Deus deve ser acompanhado da procura em conhecer a Sua vontade e da prática da mesma. É bastante significativa a mensagem do Salmo 128, pois o primeiro aspecto destacado no Salmo é "teme ao Senhor", depois vem trabalho, casa, mulher e filhos. Bem aventurado aquele que busca construir uma família sendo temente a Deus, como fruto de saber que o Senhor instituiu a família, revelando Seus propósitos e princípios que devem nortear o relacionamento familiar.

 

3.2. O amor e o respeito mútuo

O amor como valor é a inspiração total de cada ato para o bem da pessoa amada. É uma forte inclinação emocional para uma pessoa. É a força mais poderosa que podemos ter para nos impelir a desejar e fazer o bem para a pessoa amada [Rm 13.10; 1Jo 4.16]. Em relação ao casal, esse valor deve ser cultivado e protegido como muito cuidado. Por amor, marido e mulher compreendem que são responsáveis pela felicidade um do outro, e entendem que devem fazer todo o possível para produzir a felicidade que o parceiro deseja e espera. O amor é a argamassa que solidifica o relacionamento [1Co 13.2-3]. O descuido do ato de cultivá-lo tem se tornado um dos maiores inimigos do matrimônio [Ef 5.28].

 

3.3. O exercício do perdão

O casal se sairá muito bem aprendendo a perdoar. Todos os problemas podem ser superados com a ajuda de Deus e a disposição para perdoar. O casal que não aprende a perdoar se expõe a que o ressentimento e rancor destrua toda a beleza que eles pensavam em viver como casal e em comprometer-se [Ef 4.32; Cl 3.13]. É importante destacar aqui algumas considerações sobre o perdão mencionadas em um artigo de revista "Construindo a Espiritualidade Cristã": 1) O perdão é uma questão de obediência; 2) O perdão é uma forma de ver o ofensor como instrumento de Deus em sua vida; 3) O perdão é uma decisão de não "desenterrar" mais ofensas.

 

CONCLUSÃO

Segundo Jaime Kemp, Deus idealizou a família para proporcionar ao homem e à mulher amor incondicional, suprir as necessidades físicas e emocionais de cada um de seus membros, suavizar a solidão e fornecer refúgio certo e seguro contra os turbulentos ataques do mundo.

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 3

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A comunicação no ambiente familiar

19 de Janeiro de 2020

 

 

Texto Áureo

"A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.", Pv 18.21

 

Verdade Aplicada

A comunicação é um dos aspectos fundamentais na construção e manutenção do ambiente harmonioso na família.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Efésios 4:26,27,29-32

26 - Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.

27 - Não deis lugar ao diabo.

29 - Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

30 - E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.

31 - Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós,

32 - Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Introdução

Um dos fatores que mais influencia o ambiente familiar é a comunicação. Por isso, a Palavra de Deus está repleta de orientações e alertas sobre o uso desta relevante capacidade do ser humano concedida pelo Criador.

 

  1. A relevância da comunicação

Em todos os nossos relacionamentos a comunicação é um aspecto fundamental, seja para contribuir na harmonia e bem estar ou para produzir conflitos, desentendimentos e um ambiente de discórdias. Tal constatação também está presente no ambiente familiar. Assim, é de importância capital que a comunicação seja alvo de consideração por todos os membros da família cristã.

 

1.1. O que significa comunicação?

Uma sincera reflexão sobre qualquer tema passa, necessariamente, por compreender bem o seu significado. Quando o tema é "comunicação", é muito importante atentarmos para isso, pois a tendência é reduzirmos o significado a simplesmente falar, gesticular ou escrever. Porém, ao verificarmos os vários conceitos sobre a expressão "comunicação", se percebe que se trata de um exercício mais complexo: "Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens"; "capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, de conversar, com vista ao bom entendimento entre pessoas", Não apenas falar, mas conversar, ouvir, entender. Que nós, como discípulos de Cristo, sejamos bons comunicadores também no ambiente familiar [Ef 4.29].

 

1.2. Deus, Criador e Comunicador

A Bíblia revela que o Senhor Deus não apenas criou o ser humano, mas o abençoou com a capacidade da comunicação e Ele próprio tomou a iniciativa de se comunicar com Suas criaturas [Gn 1.28; 2.16; 3.8-9], instruindo, ordenando e chamando. Mesmo após o pecado, Deus continuou a se comunicar com a humanidade, utilizando-se de diferentes meios para transmitir Suas mensagens [Êx 34.1; Hb 1.1]. Relevante para o contexto familiar é o fato de o texto bíblico associar a decisão divina de providenciar a mulher para o homem com a necessidade de comunicação: "Não é bom que o homem esteja só" [Gn2.18]. O ser humano foi feito para interagir, se comunicar.

 

1.3. Famílias conscientes da importância da comunicação

Considerando as diferenças presentes entre os membros de um grupo familiar, ou seja: um é mais racional e lógico; outro é mais movido pela emoção; outros têm idades e interesses diferentes; cada um com características próprias. Tais diferenças tornam o ambiente propício para constantes conflitos e desentendimentos. Assim, é muito importante que a família tenha plena consciência da importância da comunicação e procure se esforçar no exercício da mesma na constante busca por um ambiente onde haja acordo, harmonia e segurança [Am 3.3; Mt 12.25].

 

  1. A Bíblia e a comunicação

A Bíblia é um verdadeiro manual de comunicação. Este tópico se propõe a apresentar alguns dos princípios que são perfeitamente aplicáveis no relacionamento familiar e que, se observados e praticados, muito contribuirão para uma constante melhoria neste processo tão relevante para bem-estar da família.

 

2.1. Atentar para o momento mais adequado.

Em todos os grupos sociais que participamos, inclusive familiar, é relevante atentarmos para o momento mais adequado para expressarmos uma opinião, comentarmos sobre determinado assunto ou levantarmos um questionamento. O pregador afirmou: "...tempo de estar calado e tempo de falar" [Ec 3.7]. A palavra dita no tempo apropriado tem grande valor, sendo comparada a algo bom e a uma joia finamente trabalhada [Pv 15.23; 25.11]. Assim, é importante pensar, refletir, orar e buscar a direção do Espírito Santo acerca do momento mais adequado para tratar dos diversos assuntos que fazem parte do dia a dia da família.

 

2.2. Atentar para a importância do ouvir

O apóstolo Tiago exortou: "seja pronto para ouvir" [Tg 1.19]. No processo da comunicação familiar é muito importante colocarmos em prática esta exortação bíblica, não apenas entre o casal, mas, também, entre pais e filhos. Tal atitude, que não deve ser confundida, com dar, concordar ou fazer tudo o que eles pedem ou falam, muito contribui para que os filhos se sintam valorizados e plenamente participantes do grupo familiar, além de ajudar a formar neles o hábito de ouvir. Certo autor escreveu: "Ouvir é muito mais do que esperar a vez de retrucar, de escutar palavras. Significa receber e compreender a mensagem verbalizada". É sábio ouvir antes de responder [Pv 18.13].

 

2.3. Atentar para as palavras usadas

O cristão precisa lembrar que, também dentro de casa, as palavras que pronuncia devem corresponder ao fato de ser uma nova criatura em Cristo Jesus [Ef 4.25,29,31; Cl 3.8; 4.6]. A arte da comunicação é um contínuo aprendizado. É preciso atentar para o fato de que as palavras podem ferir e destruir um relacionamento familiar [Pv 18.21]. Mais uma vez vemos a importância de pensar, orar e pedir o auxílio do Espírito Santo. Portanto, se o diálogo é fundamental no relacionamento familiar, as palavras que usamos no diálogo não são de menor importância. Tal atenção também precisa ser considerada na comunicação entre pais e filhos [Cl 3.21].

 

  1. Buscando aperfeiçoar a comunicação

Tendo visto os três princípios bíblicos aplicáveis na comunicação, é importante que a família procure observar algumas atitudes na constante busca por aperfeiçoar este processo tão complexo e relevante na vida diária de um lar.

 

3.1. Falar a verdade com amor

É fundamental que o amor também esteja envolvido no processo de comunicação, pois fará a diferença nas palavras usadas e na maneira de falar. Pois, não basta falar a verdade ou expressar uma discordância, é preciso que o amor esteja presente, influenciando tal manifestação [Ef 4.15]. O casal, principalmente, precisa ter em mente que ao tratar de um assunto ou discordar das atitudes dos filhos, o que se pretende não é "ganhar" uma discussão ou "vencer" um debate, mas buscar manter e aperfeiçoar a harmonia da família e ajudar os filhos nas diversas fases da vida [1 Co 13.4-7].

 

3.2. Não apenas palavras na comunicação

Faz a diferença na comunicação verbal não apenas as palavras usadas, mas, também, a tonalidade da voz e a expressão corporal que acompanha o processo, seja quando estiver falando ou ouvindo. As expressões faciais, o olhar, os gestos, a postura têm grande impacto na comunicação. Quando um membro da família está ouvindo o outro, tais expressões corporais também são importantes. Afinal, ouvir não é sinônimo de passividade, mas concentração e doação. A Bíblia diz que a "resposta delicada acalma" [Pv 15.1 - NTLH].

 

3.3. É preciso investir tempo

Os desafios do presente século também envolvem o processo de comunicação dentro de uma casa. Se os membros da família não tem consciência da importância da comunicação (vide o tópico 1.3) são capazes de não se comunicarem entre si ao longo de um dia ou mais. Portanto, o princípio da prioridade também deve ser usado quando o assunto é investir tempo na comunicação da família. Tal atitude reflete prudência e sabedoria para viver nos dias maus, além de contribuir para fortalecer e aperfeiçoar os relacionamentos familiares [Ef 5.15-16].

 

CONCLUSÃO

A comunicação no ambiente familiar não possui uma única fórmula, pois cada família é uma realidade. Contudo, a família cristã, com a graça de Deus e a ação do Espírito Santo, deve demonstrar vontade, interesse, esforço e amor no exercício de tão importante aspecto para uma família saudável.

 

                                                                      

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 4

Orientações bíblicas sobre a intimidade do casal

26 de Janeiro de 2020

Texto Áureo

"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.", Hb 13.4

 

Verdade Aplicada

É fundamental que os cônjuges cultivem uma intimidade baseada no amor, respeito e cuidado mútuo, de acordo com a Palavra de Deus

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Pv 5.15-19

15 - Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.

16 - Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas?

17 - Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.

18 - Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.

19 - Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.

Introdução

Em um tempo de tantas distorções dos valores cristãos e invasão de muitos lares pela pornografia e a indústria da imoralidade, é fundamental o resgate das orientações bíblicas acerca da intimidade conjugal.

 

  1. Matrimônio e vida sexual

Tudo o que Deus criou tem um propósito, inclusive o sexo. Desse modo, é preciso compreender não somente o que o sexo representa para o casal, mas, principalmente, os propósitos e princípios pelos quais Deus o criou. Sexo exige responsabilidade e entendimento [Pv 7.1-5].

 

1.1. Deus criou a sexualidade.

O sexo foi criado por Deus. Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Ele é prazeroso, mexe com os sentimentos, as emoções e os desejos mais profundos de uma pessoa [1Co 7.3]. O grande problema é que isso pode acontecer tanto de maneira positiva, quanto negativa [Rm 1.23-28; Hb 13.4]. Por esse motivo, é importante compreender que apenas o fato de duas pessoas se amarem não torna legítimo seu direito de ter relações sexuais, visto que essa atividade constitui a mais íntima expressão do amor conjugal, e somente através do matrimônio poderá alcançar sua plena realização.

 

1.2. O casamento e a vida sexual.

“…apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” [Gn 2.24]. Este texto, que indica a união sexual, é o clímax de um processo que teve início em Deus, que viu não ser bom o homem estar só. A seguir providenciou uma companheira e levou-a a Adão. Adão a recebeu de Deus. O relato bíblico deste processo constitui-se em um verdadeiro manual de casamento: tudo deve começar em Deus; Deus está atento à todas as necessidades do ser humano; Deus provê também o cônjuge; é precioso “deixar” [Gn 2.24] para se unir (“apegar-se-á”) – indica algo consciente, não movido pela “paixão” ou por “instinto”; e, então, vem a união sexual. Infelizmente, muitos não atentam para os princípios bíblicos acerca do casamento e da sexualidade.

 

1.3. O ato sexual.

Tendo visto nos tópicos anteriores que Deus criou a sexualidade e promoveu a união de homem e mulher, é importante conhecermos o que a Bíblia diz sobre a intimidade sexual: 1) É considerada “sem mácula” quando dentro do matrimônio [Hb 13.4]; 2) Trata-se de um dos deveres dos cônjuges, um para com o outro [1Co 7.3]; 3) Não deve ser usada para manipulação ou chantagem de um para com o outro [1 Co 7.4-5]; 4) A abstinência do ato sexual no casamento deve ser uma exceção e somente com mútuo consentimento [1Co 7.5]; 5) Tratar a esposa, também no aspecto sexual, com respeito, dignidade, cuidado, honra e sabedoria [1Pe 3.7]. Estes são apenas alguns textos que tratam do tema.

 

  1. Dois numa só carne

O descuido quanto ao cultivo da intimidade entre os cônjuges têm facilitado o pecado da infidelidade conjugal em muitos lares. Deus instituiu o matrimônio para ser tanto permanente quanto saudável. Por esse motivo, é importante que os cônjuges saibam como completar-se nesse quesito [1Co 7.3, 5].

 

2.1. Homem e mulher: iguais e diferentes.

É muito importante que o esposo e a esposa tenham sempre em mente que ambos foram criados e amados por Deus, bem como são “coerdeiros” da mesma graça [1Pe 3.7], feitos para amar e serem amados. Porém, a maneira como exteriorizam e lidam com esta necessidade é diferente. Tal consciência nos ajuda a encarar a tendência ao egoísmo – “eu quero é ser feliz”. Mas as pessoas se casam para ser felizes ou porque são felizes e querem fazer feliz a quem amam? Assim, havendo amor [1Co 13.5], há atenção com o outro, interesse em conhecer mais o outro, superação das diferenças, melhorando a qualidade da intimidade do casal.

 

2.2. Enfrentar a raiz dos problemas.

Vários fatores contribuem para uma intimidade do casal com baixa qualidade: o ativismo em excesso (não proporcionando tempo para investir em relacionamento com o cônjuge); não estabelecer prioridades na rotina do lar (inclusive quando do nascimento dos filhos – o casal precisa estar atento para não deixar de investir no relacionamento conjugal); a não valorização do outro (com palavras e gestos); problemas de saúde, entre outros. Assim, se faz necessário que tanto o esposo como a esposa estejam sempre atentos quanto ao relacionamento conjugal considerando o que a Bíblia expõe e para contribuir na formação de outras gerações.

 

2.3. Respeitar-se mutuamente.

Mesmo casados, o homem e a mulher não devem esquecer que pertencem, acima de tudo, a Deus, sendo, portanto, constituídos para Seu serviço. Por isso, imprimiu em cada um de nós a Sua imagem e semelhança. De acordo com a revista Nossa Fé, da Editora Cultura Cristã: “O uso do corpo deve ser respeitoso, de modo que nem esposo, nem esposa, o usem indevidamente, sem objetivar a glória de Deus [1Co 6.18-20; 7.4]. Infelizmente, diante de tanta perversão sexual, muitos cristãos adotaram algumas formas grotescas de sexo, que desvirtuam o propósito de Deus para nosso corpo. Para que um casal cristão não ceda à tentação de imitar o que a pornografia vende, é preciso que haja respeito entre os cônjuges. Antes de ser meio de prazer para um casal, o corpo é oferta a Deus [Rm 6.13, 19; 12.1]”.

 

  1. Princípios para uma intimidade sadia

Casais que não se comunicam perdem a oportunidade de descobrir as chaves que conduzem à felicidade. Saber como agradar e aquilo que dá prazer e alegria torna o relacionamento mais especial.

 

3.1. Um amor cuidadoso e protetor.

Escrevendo acerca do amor, Paulo diz que podemos fazer tudo na vida, mas sem amor tudo fica sem sentido [1Co 13.1-3]. O amor conjugal possui muitos adjetivos, entre eles está o cuidado, o carinho, a atenção e o serviço. O amor é a soma de várias atitudes combinadas durante o curso do dia a dia da convivência. Quando falta um desses ingredientes, ele começa a ficar deficiente e pode ser minado [Ct 2.15]. Devemos entender que, de acordo com a Bíblia, o amor é fruto do Espírito [Gl 5.22]. Esse amor é fortalecido por uma vida regrada pela Palavra e guiada pelo Espírito Santo.

 

3.2. Conviver com entendimento.

O apóstolo Pedro nos chama atenção quando instrui os maridos a conviver com suas esposas com “entendimento” e “honrando-as” porque elas são “vasos mais fracos” [1Pe 3.7]. Tanto o homem quanto a mulher têm seus dias de reclusão. Existem dias que a mulher não quer sexo, quer apenas se sentir protegida, quer carinho, quer apenas estar ao lado do marido. Às vezes o homem também deseja estar só, quer estar com os amigos, quer assistir algum esporte. Um casal maduro sabe respeitar os espaços um do outro, as diferenças entre si, os limites que não se deve ultrapassar, e a vontade e a opinião um do outro [Lc 6.31].

 

3.3. Cultivar uma boa comunicação.

O casal deve estar aberto para conversar sobre todas as coisas, até mesmo seus desejos mais secretos

e seus pontos de vista. Devem falar sobre as coisas que aborrecem e as que trazem felicidade. As coisas simples também devem ser conhecidas, como: cor predileta, comida que mais aprecia, lugar que mais gosta de passear etc. Muitas brigas de casais poderiam ser evitadas se os cônjuges se conhecessem mais [1Co 7.33-34].

 

CONCLUSÃO

Ao mencionar a importância da intimidade na vida conjugal, é relevante pensarmos além do ato sexual. Envolve cuidado mútuo, serviço, respeito e um permanente cultivo por parte de ambos os cônjuges, com a imprescindível orientação bíblica e a ajuda do Espírito Santo.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 5 ADULTOS

 

 

Enfrentando as tensões no casamento.

2 de Fevereiro de 2020

 

 

Texto Áureo

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses 4.8

 

Verdade Aplicada

É muito importante que os cônjuges tenham a consciência de que saber lidar com os conflitos no casamento é fundamental para se construir um relacionamento sólido.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

ECLESIASTES 4

9 - Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.

10 - Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.

11 - Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?

12 - E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

 

Introdução

De acordo com Jaime Kemp: "Não existe casamento perfeito. É preciso reconhecer que relacionamentos profundos não surgem por acaso; eles são frutos do aprendizado de se viver juntos e de colocar em prática os princípios bíblicos [Tg 1.23-24]".

 

  1. A realidade das tensões

Já vimos na lição passada que o casal precisa precisa lidar com as diferenças. Na presente lição o foco é a realidade dos conflitos familiares, os quais podem surgir a partir das diferenças, como, também das imperfeições e limitações de cada membro da família ou, ainda, das dificuldades do dia a dia da vida neste mundo. A grande questão não é tanto as tensões, mas como enfrentar e resolver tais tensões.

 

1.1. As primeiras dificuldades familiares

O dicionário indica que "tensão", figuradamente, expressa o sentido de "estado que ameaça romper-se". Desde o início da humanidade, com a entrada do pecado, convive-se com o estado de tensão em todos os níveis de relacionamento. Independente do ambiente, a realidade das tensões tem sua origem no próprio ser humano, como revelado em Gênesis 3.7 - em pleno jardim do Éden, o primeiro casal experimentou desconforto, embaraço, vergonha, medo e dificuldade em lidar com sua "nova consciência do bem e do mal", a partir de sua decisão em desobedecer a Deus. Contudo, o Senhor Deus não está indiferente, mas interessado em continuar agindo para socorrer e restaurar as famílias [Gn 3.8-9,21].

 

1.2. Tudo começa depois do sim

Segundo Estevão Souto, não existe um casal que nunca tenha enfrentado conflitos em sua jornada conjugal. O grande problemas é de ter embates, pois todos os casais, invariavelmente, enfrentam situações conflituosas. No dia a dia, saber lidar com eles de forma sábia é o que determina o sucesso ou o fracasso do relacionamento [Pv 24.3-4]. Afinal, trata-se de duas pessoas oriundas de ambientes diversos, com personalidades diferentes e cada uma com sua "bagagem hereditária", que envolve vários aspectos da formação humana - físico, emocional, espiritual e educacional; e que, a partir do casamento, passam a vivenciar a mais íntima das relações humanas.

 

1.3. Sinais que antecedem o sim.

O Dr. Jaime Kemp, conselheiro familiar e conjugal, afirma: "Ainda que os investimentos durante o casamento sejam necessários e fundamentais, não há dúvidas de que um bom casamento se constrói durante o período que o antecede, o tempo de amizade, namoro e noivado". Portanto, a preparação para assumir o compromisso matrimonial deve anteceder a preparação para o casamento - cerimônia, festa, lua de mel, lista de convidados etc. Deve anteceder o namoro. As igrejas locais muito podem contribuir, procurando conscientizar as famílias quanto ao seu papel em preparar os filhos também para a vida conjugal, através do exemplo e do ensino.

 

  1. D e ondem surgem os conflitos?

Nenhum médico pode conter o avanço de uma doença sem antes diagnosticá-la. Assim também, jamais poderemos resolver um conflito, se não soubermos de onde ele se origina. Entender a origem dos conflitos é essencial para gerar uma transformação verdadeira [Tg 4.1-4].

 

2.1. Identificar a raiz dos problemas.

Para Estêvão Souto, quando estamos envolvidos em um conflito, nossa tendência é sempre focar no que o outro fez de errado e no que ele deve fazer para corrigir aquilo. Porém, a Palavra de Deus nos instrui a sondar o nosso coração [Tg 4.1-4; Mt 15.19]. Para praticar este "exercício" de sondar o próprio coração, precisamos da luz da Palavra de Deus, de ajuda do Espírito Santo e separar momentos de reflexão sobre a situação que estamos vivenciando, pois tais providências muito nos auxiliarão a vencermos a tendência de sermos precipitados no diagnóstico ou reducionistas na resolução dos conflitos.

 

2.2. Conflitos são oportunidades de crescimento.

Nossa maior missão nesse mundo é glorificar a Deus com nossas vidas. Quando visamos isto, compreendemos que os conflitos são oportunidades para colocarmos em prática vários princípios bíblicos. Se devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos, ainda que ele nos desaponte e nos maltrate, o que não fazer com nossos cônjuges? [Lc 6.27-28]. Um casamento feliz não é aquele isento de brigas e decepções, mas aquele que as pessoas aprendem a vivenciá-los e enfrentar os conflitos decorrentes com maturidade e bom senso na presença do Senhor [1 Pe 5.7;Fp 2.5].

 

2.3. O egoísmo causa problemas

"O egoísta sempre causa problemas..." [Pv 28.25a - NTLH]. O discípulo de Cristo não deve ser dominado pelo egoísmo, pois gera contendas e é característica de quem anda na carne [1Co 3.3]. O casal cristão deve andar no Espírito [Gl 5.16,25]. Afinal, o amor "não busca os seus interesses" [1Co 13.5]. Portanto, cada cônjuge precisa sempre trazer à memória os princípios bíblicos que devem nortear o dia a dia no lar, pois evitarão ou auxiliarão na resolução dos conflitos dos conflitos [Mt 6.12; Ef 4.32].

 

  1. Vencendo conflitos

O enfrentamento vitorioso dos conflitos familiares começa pelo reconhecimento da realidade dos mesmos, pois, enquanto não se percebe ou a decisão for negá-los, como uma fuga, não é possível enfrentá-los. Após reconhecer, é preciso agir com reflexão, oração e perseverança, tendo em vista que, conforme estudado nas lições anteriores, há um propósito divino na constituição da família, então não podemos considerá-la como algo sem importância ou descartável.

 

3.1. Problemas devem ser confrontados

A primeira coisa que devemos ter em mente, no que diz respeito aos conflitos na vida cotidiana, é que eles sempre irão existir, nunca estraremos livres deles. Assim, encará-los é a melhor solução. Em vez de confrontar a si mesmos e brigar por suas diferenças, o casal sábio procura ser um agente pacificador no enfrentamento dos conflitos familiares [Mt 5.9]. Casais não são inimigos, não lutam entre si. A luta do casal deverá sempre se voltar contra a natureza pecaminosa, o sistema mundano contrário a Deus e os seres espirituais da maldade [Ef 6.10-12].

 

3.2. Unidade e diálogo como prevenção

A unidade da família sempre dependerá do relacionamento que é mantido pelos cônjuges. O casamento se torna uma bênção quando um dos cônjuges toma a iniciativa de colocar o Senhor em primeiro lugar em todas as suas atitudes. O amor deve nortear a vida do casal [Tt 2.4; Cl 3.19; 1 Ts 3.12. O casal que anda unido resiste com maior facilidade e mais firmeza aos momentos difíceis da vida [Ec 4.9-10]. A falta de comunicação desencadeia sérios problemas para a vida familiar. Existem assuntos que não podem ser deixados para depois.

 

3.3. Perseverar sem nunca desistir

Casamentos estão sendo dissolvidos por casais simples (o que demonstra urgência do povo de Deus resgatar o entendimento bíblico acerca do casamento - exposto nas lições 1 e 2), que poderia não acontecer se agíssemos com mais sobriedade, disciplina e responsabilidade. O cristão é chamado para agir diferente, também no casamento, pois é preciso ser perseverante  [Mc 19.9]. Desistir apenas comprova que não nos esforçamos o suficiente para fazer dar certo. Não é possível ter um casamento perfeito, mas é possível ser saudável, restaurado e fortalecido. Para tanto, é fundamental que, com a ajuda do Espírito Santo, procuraremos aplicar em nosso lar os diversos princípios expostos na Bíblia [Rm 13.8].

 

CONCLUSÃO

As tensões fazem parte do casamento. Ao discernirmos esta realidade, busquemos no Senhor sabedoria e habilidade no enfrentamento dos conflitos, pois, assim, resultarão em crescimento e maturidade do casal.

 

  

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 7  

A ameaça aos valores cristãos na família

16 de Fevereiro de 2020

 

 

Texto Áureo

"Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.", 1 João 2.16

 

Verdade Aplicada

A família cristã não deve ser passiva diante das muitas mudanças, mas permanecer alicerçada na Palavra de Deus, enfrentando a astúcia do inimigo.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

1 TIMÓTEO

1 - Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;

2 - Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;

3 - Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;

4 - Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.

5 - Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada.

 

Introdução

O desenvolvimento tecnológico, as novas leis e a pós-modernidade têm provocado mudanças na sociedade moderna, que precisam ser vistas e tratadas com cuidado, porque podem causar rupturas nos valores e princípios da família [Is 5.20].

 

 

 

  1. O mau uso dos meios de comunicação

A família cristã deve estar precavida contra os assédios produzidos pela mídia, pois neles está contido todo tipo de carnalidade. O mau uso dos recursos tecnológicos pode ser um veneno mortal para os cristãos que não estão alicerçados na Palavra de Deus [1 Ts 5.21].

 

1.1. As redes sociais.

Parece que a tendência é a redução da comunicação verbal entre os membros da família, porque geralmente estão ocupados com seus celulares, como que hipnotizados [1 Co 6.12]. É incrível como crianças com até menos de dez anos já possuem celular, já têm Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp, canais no YouTube etc. As redes sociais pedem ser uma bênção para todos nós se soubermos usá-las, sempre filtrando o que é bom daquilo que é ruim [Mt 6.22]. Mas, infelizmente, não é assim. Muitos jovens e adolescente de nosso tempo se tornam reféns da pornografia e da imoralidade [1 Jo 2.16].

 

1.2. A televisão.

Não é pecado ter uma TV. Pecado é permitir que programações ilícitas, pecaminosas e avessas à verdade de Deus e Sua santidade tenham livre acesso em nosso lares, como se fossem coisas comuns. Com o progresso da TV a cabo e da tecnologia de satélite, todo esse kit de pecado pode ser levado para as casas. Os roteiros das novelas parecem fazer apologia ao adultério e a fornicação. Apresentam o amor entre dois homens ou duas mulheres como algo extremamente normal. Isso sem contar a violência, a licenciosidade, a leviandade e, até mesmo, mensagens subliminares para os mais diversos fins [Gn 5.16; 1 Pe 4.2].

 

 

 

1.3. A dependência da Internet.

De acordo com Sandra Kiefer, em matéria do jornal Estado de Minas: "O Brasil já conta com 22 milhões dos chamados nativos digitais, nascidos e criados a partir da década de 1980, na era dos games e da internet". A série de reportagens do jornal sobre o problema revela que muitas crianças e adolescentes nunca estiveram tão desconectados do mundo. Parecem hipnotizados por seus aparelhos móveis, perdendo a vontade de estudar, de brincar ao ar livre e até de conversar entre si e com os familiares, sem intermediação das telas.

 

  1. Leis e desafios do presente século

Sem o temor a Deus, os homens estabelecem leis que defendem inteiramente seus interesses pecaminosos. Entre as mais novas leis já vigoram em muitos países, estão: a legalização do aborto; a legalização da prostituição e o casamento de pessoas do mesmo sexo [Sl 11.3; Jr 3.30; 6.15].

 

2.1. O aborto.

A pressão da cultura contrária aos princípios bíblicos rodeia a Igreja, como no caso do aborto. Porém, é preciso que todo cristão tenha em mente que a questão do aborto envolve as doutrinas bíblicas sobre Deus e a humanidade [At 17.24-28]. Cremos que a vida de um ser humano começa no momento da concepção ou fecundação [Sl 139]. O próprio Jesus, ao assumir a forma humana, se identificou com o ambiente do ventre materno. Assim, o aborto é o "quebrantamento da sacralidade da vida", pois a ordenança divina é "não matarás" [Êx 20.13; Mt 5.21]. O Didaquê, obra preparada provavelmente entre 70-100 d.C., visando instruir os cristãos acerca de vários assuntos, em seu segundo mandamento, condena o aborto e o infanticídio.

 

2.2. O grande número de divórcios.

Os sistemas jurídicos de quase todos os países ocidentais já não apoiam o matrimônio. Atualmente, o divórcio é concedido de maneira rápida e fácil. Deus criou o casamento para ser uma união permanente [Mt 19.6]. Infelizmente, a incompatibilidade, a ausência de diálogo, a falta de unidade de propósitos e a infidelidade conjugal se alastram no seio familiar e o divórcio se tornou uma tragédia comum até mesmo nos lares cristãos. Segundo o Pr Eliezer de Lira e Silva: "O divórcio também pode ser visto como um problema espiritual que está relacionado às consequências da natureza carnal, do pecado e do endurecimento dos corações" [Mc 10.5].

 

2.3. Aliança entre a luz e as trevas.

A Bíblia é muito clara quando fala acerca do jugo desigual [2 Co 6.14]. O ciclo de amizades cristãs deve ser diferente, os locais e diversões cristãs também. É claro que estamos no mundo, mas isso não nos dá o direito de ser como o mundo [1 Jo 2.15]. Muito contribui no período que antecede o namoro e o casamento que o cristão invista em oração diálogo e observação, além de evitar envolvimento com uma pessoa não convertida [Sl 119.63]. Não há garantia de que a pessoa não nascida de novo, após se casar com um cristão, se tornará uma discípula de Cristo. A experiência tem demonstrado isso. Infelizmente, por vezes, o que ocorre é o esfriamento espiritual daquele que professa a fé em Cristo.

 

  1. Recuperando valores perdidos

Lucas registra a história de uma mulher que possuía dez dracmas e perdeu uma delas "dentro de casa" [Lc 15.8]. Essa parábola, no contexto da presente lição nos faz lembrar a importância dos valores e nos estimula a procurar com diligência.

 

3.1. A família e os valores cristãos.

Mesmo que a sociedade tenha mudado, a Palavra de Deus não mudou e seus valores estabelecidos para o matrimônio continuam os mesmos. Eles são inegociáveis e mantê-los significa proteção e sobrevivência para a família [1 Tm 4.1-3]. Os valores são princípios que nos ajudam a construir e a melhorar nossa qualidade de vida. A Bíblia fala de coisas perdidas dentro da casa [Lc 15.8]. Caso não sejam recuperadas, outros valores podem se apoderar de nossas famílias, causando grandes prejuízos [Sl 11.3].

 

3.2. Buscando e mantendo os valores cristãos.

A parábola da dracma perdida também nos traz à mente a responsabilidade do compromisso com o que nos foi entregue, de coisas que não podemos abrir mão [Lc 15.8-9]. Precisamos ser diligentes para manter nossa casa iluminada pela Palavra de Deus e ação do Espírito Santo, Pois o mundanismo tem entrado nos lares através das novelas, da Internet e das redes sociais.

 

3.3. Responsabilidade dos pais na transmissão dos valores.

Nas mãos de pais responsáveis crianças são educadas para serem cidadãos responsáveis. Quando os pais definem padrões de moralidade e são exemplos vivos desses padrões, os filhos crescem tendo diante de si não apenas conceitos, mas referenciais de vida [Pv 1.8]. Quando os pais cobrem de atenção, carinho e de disciplina, eles crescem equilibrados e emocionalmente saudáveis.

 

CONCLUSÃO

O inimigo deseja destruir a sociedade. Para tanto, ele tem atacado ferozmente a base da sociedade: a família! Como cristãos, precisamos permanecer firmados na Palavra de Deus, vigiando, orando e buscando a indispensável ajuda do Espírito Santo no enfrentamento dos diversos desafios atuais.

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 8

 O desafio da criação dos filhos

23 de Fevereiro de 2020

 

 

Texto Áureo

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.", Pv 22.6

 

Verdade Aplicada

O primeiro meio social que a criança tem conhecimento é a família. Que os lares cristãos sejam ambientes saudáveis para as crianças.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

DEUTERONÔMIO 11

18 - Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos.

19 - E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te;

20 - E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas;

21 - Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra.

 

Introdução

A criação e educação dos filhos é uma responsabilidade muito grande. Porém, devemos crer que, para toda missão que nos é dada pelo Senhor, Ele tem um maneira de nos orientar e nos conduzir ao êxito [Sl 127.3-4].

 

  1. Filhos: herança do Senhor

Deus estabeleceu como prévio requisito aos pais que guardassem os Seus mandamentos para que ensinassem aos seus filhos a Palavra de Deus [Dt 11.18-19]. Educar é um dever dos pais e o lar tem por obrigação ser a primeira escola de uma criança [Dt 6.6-9].

 

1.1. Filhos são dádivas divinas

Aos pais, o Senhor confiou uma missão difícil, mas totalmente gratificante. Filhos são herança do Senhor, e pais responsáveis e tementes a Deus lidam com eles conscientes da mordomia que lhes foi dada pelo Senhor [Sl 127.3]. Crianças vêm ao mundo, indefesas, inocentes e puras. O lar que as abriga deverá lhes proporcionar carinho, atenção, cuidado e ensinamento correto. Ser pai é muito mais que um título ou gerar um filho. Pai é uma função, é aquele que desde o nascimento até a formação se dedica e ensina o caminho [Pv 22.6].

 

1.2. Filhos sã flechas nas mãos dos pais

Leslie C. Allen comentando sobre o Salmo 127 enfatiza que seu contexto é de uma comunidade que vivenciava constantes perigos causados por doenças, guerras e subnutrição. Assim, feliz era a família que possuía muitos filhos, nascidos não muito tarde após o início de sua formação. Contextualizando para os nossos dias, a mensagem deste Salmo nos transmite a ideia de que no propósito divino os filhos são verdadeiros presentes de Deus, que devem ser cuidados, preparados e alvo de investimento (não apenas financeiramente, mas de amor, tempo e atenção), pois, assim, contribuirão para que a família seja um ambiente de conforto, segurança, bem-estar e responsabilidades.

 

1.3. Filhos: a continuidade da história

Ao longo da história bíblica é nítida a importância e ênfase das atitudes dos pais em transmitir aos filhos os feitos e mandamentos do Senhor para que estes o fizessem, também, com as futuras gerações, dando, assim, continuidade na formação das famílias comprometidas com o Senhor e Seu propósito de ter um povo nesta terra que viva em comunhão com ele e O glorifique [Gn 18.19; Sl 78.3-7]. Que nestes dias de tantas distrações e atividades, os pais que são discípulos do Senhor não se esqueçam de iniciar o cumprimento da missão de fazer discípulos, em casa, com os seus filhos, para que se cumpra nas famílias da Igreja o texto de Isaías 54.13.

 

 

 

 

  1. Relacionamentos entre pais e filhos

Quando os filhos crescem, se casam e constroem novas famílias, levarão consigo aquilo que viveram em seus lares. Aos pais cabe ensinar-lhes o caminho do respeito, dos limites e da honra [Pv 22.6].

 

2.1. Pais devem impor limites aos filhos

Vivemos uma época difícil, onde em muitos lares os pais não têm mais domínio sobre os filhos, porque desde cedo não foram disciplinados e não tiveram regras a seguir. Os filhos precisam de normas e os pais devem estabelecer limites e corrigir com justiça, porém evitando serem movidos por ira ou raiva. Ao contrário do que muitos pensam, impor limites é fundamental para a saúde emocional das crianças [Pv 23.13]. Muitos pais trocam presença por presente, porém isso é um equívoco. Agradar continuamente também não irá prepará-los para a realidade e as adversidades da vida. A disciplina também é uma prova de amor [Hb 12.7-8,11].

 

 

 

2.2. Os filhos devem respeitar os pais

Nosso maior exemplo de filho é Jesus Cristo. Ele nos ensinou como um filho se relaciona com um pai, como respeita seu legado e como deve honrá-lo [Ef 6.2-3]. Os filhos precisam ser ensinados a se relacionar com seus pais e respeitá-los. No site Universidade da Família há um artigo sobre algumas razões pelas quais os filhos param de respeitar os pais: "Antes de mais nada, analise seu comportamento perante seus filhos. (...) Algumas razões: 1) Os pais deixam de prestar atenção em seus filhos e não percebem o comportamento desrespeitoso; 2) Os pais se acostumam com o comportamento de seus filhos; 3) Os pais não têm certeza de como modificar tal comportamento; 4) O comportamento não se adapta às suas expectativas de como as crianças devem agir". [Pv 4.1-6].

 

2.3. Filhos obedientes aos pais no Senhor

Em Efésios 6.1, o apóstolo enfatiza que filhos devem obedecer aos pais pois é o certo e em Colossenses 3.20 é "agradável ao Senhor" ou "Deus gosta disso" [NTLH]. Assim, é muito importante que o lar cristão seja um ambiente no qual os filhos cresçam aprendendo a obedecer aos pais e por que devem obedecer, pois tal aprendizado contribuirá para que sejam discípulos de Cristo, bem como saibam lidar com os diversos contextos da vida em sociedade. Ralph P. Martin comentou: "A obediência filial dos filhos é, portanto, parte integrante da resposta que os crentes de todas as idades e posições fazem à vontade de Deus, que é "boa, agradável e perfeita" [Rm 12.2]".

 

  1. Pais conscientes da responsabilidade

É preciso resgatar o ensino bíblico da responsabilidade dos pais na educação dos filhos. Para tanto é mister que busquem a sabedoria que vem do Senhor e procurem agir com ensino, influência, esforço, atenção e oração.

 

3.1. Pais são inspiradores

O termo "inspirar" transmite algumas ideias bastante pertinentes quanto à relação pais e filhos: fazer sentir, incutir, entusiasmar; influenciar. Os pais devem inspirar seus filhos não apenas visando o aspecto acadêmico e profissional, mas, também procurar prepará-los para lidar com os momentos difíceis da vida nesta terra. Certamente que tal ação exige que os pais estejam bem conscientes da missão de educar os filhos de maneira integral. O texto bíblico transmite essa ideia de "educação integral" ou continuada: "assentando...andando...deitando...levantando..."[Dt 6.7]. Portanto, vai além "dos aspectos da racionalidade ou cognição". É no diálogo, lazer, brincadeiras, culto doméstico, passeios, refeições em família que os pais vão inspirando seus filhos para a vida e fazendo-os discípulos do Senhor.

 

3.2. Pais planejam ter momentos com seus filhos

É saudável que os filhos tenham lembranças de momentos agradáveis com os pais, vivenciados nas várias faixas etárias que passaram. Cabe aos pais dedicar tempo, mas tempo com qualidade, não o que resta, quando já estão cansados e impacientes [Ec 3.1]. A sensação é de que a vida está cada vez mais "corrida". Quanto tempo os pais dedicam aos filhos? Não se trata aqui do tempo de trabalho para sustentar os filhos. E nem apenas "tempo com os filhos", pois às vezes está com os filhos, porém pensando e ocupado com outras coisas. Portanto, a questão é "tempo de qualidade" com os filhos.

 

3.3. Pais transmitem exemplo e segurança

Uma pessoa que foi fortemente influenciada pelo bom exemplo e ensino na família é Timóteo [2 Tm 1.5]. Geralmente, filhos agem por impulso, não calculam as consequências dos atos, por isso precisam sempre de proteção. Proteção é um fator real na vida paterna. Até mesmo depois dos filhos se casarem, os pais continuam orando pelos filhos e procurando ajudá-los de alguma forma.

 

CONCLUSÃO

A missão desafiadora de criar filhos requer dos pais atitudes que contribuam para o crescimento e desenvolvimento dos filhos diante do Senhor e da sociedade. Que o Espírito Santo e a Palavra de Deus continuem capacitando a família cristã na formação de uma geração que sirva ao Senhor.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 9  

O poder de Jesus para transformar a família

1º de Março de 2020

 

 

Texto Áureo

"Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.", João 2.11

 

Verdade Aplicada

A presença de Jesus em nossas vidas traz segurança. Além de revelar Sua glória e propósito para nossas famílias, Ele pode transformar o que for preciso.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

JOÃO 2

2 - E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas.

3 - E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.

7 - Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.

8 - E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram.

9 - E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo,

10 - E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.

 

Introdução

Nos tempos de Jesus, os casamentos judaicos duravam uma semana. Deixar o vinho acabar em plena celebração era motivo de escárnio e socialmente uma situação embaraçosa. Feliz o casamento que conta com a presença de Jesus.

 

  1. Água transformada em vinho

Esse relato lança luz sobre a personalidade de Jesus, e três coisas iremos destacar a respeito desse fato maravilhoso que Jesus realizou: quando, onde e por que o milagre aconteceu [Jo 2.1-2].

 

1.1. Quando o milagre aconteceu?

O milagre aconteceu em um casamento. Não era comum na Palestina um casal de recém-casados sair em viagem de lua-de-mel; eles ficavam em sua casa; e, durante uma semana, mantinham abertas as portas da casa. A festa era um momento muito importante da cerimônia matrimonial. Grande quantidade de comida e bebida era consumida. Assim, a família tinha o dever de providenciar um banquete de acordo com o nível do padrão social exigido, como comentado na Bíblia de Estudo Arqueológica. Portanto, acabar o vinha sem a festa ter terminado, era motivo de aflição, desconforto e vergonha. Esse milagre é importante porque se estende além do simples ato de suprir uma necessidade humana e de salvar uma família de uma situação vexatória. Ele mostra como Cristo pode revelar Sua glória quando é convidado a participar das atividades de nossas relações [Jo 2.11].

 

1.2. Onde o milagre aconteceu?

Jesus era apenas um convidado, mas Sua presença ali fez toda a diferença. Convidar Jesus para as nossas casas é estar seguro de que o fim das coisas será surpreendente e glorioso [Ec 7.8; Jo 2.11]. O milagre ocorreu em uma aldeia a oeste do mar da Galileia, próxima de Nazaré, em uma região humilde. A atitude de Jesus em Caná da Galiléia, demonstra o que Ele pensa de um lar. A primeira grande vitória de um casal está em convidar Jesus para participar de suas bodas. Jesus é o elemento principal da felicidade em nossos lares. Nesse casamento Ele fez a diferença, como fará em qualquer outro que esteja presente.

 

1.3. Por que o milagre aconteceu

Segundo o Pr Renan Di Melo, Jesus manifestou Seu poder para evitar a tristeza e humilhação de uma família. Atuou movido pela simpatia, pela bondade e pela compreensão para com as pessoas que ali estavam. Em Jesus vemos Deus como um ser racional. Sua atitude demonstra que Ele era uma pessoa simples, que se alegrava em compartilhar Sua presença em lugares humildes [Jo 1.14]. O Senhor de toda vida, o Rei da glória, fez uso de Seu poder para salvar um casal da humilhação e da vergonha [Mc 10.27; Jo 2.11].

 

  1. A fé coopera com as obras

O relato do milagre em Caná nos oferece lições bem aplicáveis a nós, como: falar com Jesus sobre as dificuldades, fazer o que podemos segundo as orientações do Senhor e confiar que Ele é poderoso para transformar situações humanamente impossíveis.

 

2.1. Fazei tudo quanto Ele vos disser.

Para se alcançar grandes vitórias da parte de Deus, é preciso agir com humildade, fé e obediência. Encontramos nesse relato a recomendação de Maria aos serventes: "Fazei tudo quanto ele vos disser" [Jo 2.5]. Esta recomendação é perfeitamente aplicável a todas as famílias de hoje. Feliz é o lar que procura viver segundo as diretrizes da Palavra de Deus e que mesmo nos momentos de aflição não se afasta das diretrizes divinas. Foi um milagre discreto. Somente algumas pessoas sabiam o que estava ocorrendo. Coisas extraordinárias podem acontecer em nossos lares quando agirmos em unidade, fé e confiança em nosso Senhor [Tg 2.22,26].

 

2.2. Crer acima das circunstâncias

O poder criador de Deus é tão grandioso que foge à nossa percepção. Quando tudo era caótico, Ele com apenas uma palavra colocou tudo em ordem [Gn 1.2-3]. Teria Ele mudado? Claro que não [Hb 13.8]. E o que mudou? Talvez tenha sido a nossa forma de vê-lo. A informação de Maria foi: "Não tem vinho". As palavras de Maria nos remetem a situações nas quais as pessoas avaliam como se fossem definitiva. Notemos que a questão não era que tinha "pouco vinho", mas "não tem vinho". Tinha acabado. Quantas vezes famílias vivenciam momentos que parece não ter mais jeito. Contudo, aprendemos que podemos falar com Jesus, Nele confiar e continuar a obedecê-lo, mesmo que pareça que não há mais o que fazer [Jo 11.40].

 

2.3. A fé não nos dispensa de agirmos

Encerrando este tópico, contextualizando o relato bíblico do casamento em Caná, podemos refletir sobre a importância de agirmos visando uma contínua avaliação sobre o "estoque" do vinho (alegria, carinho, entusiasmo, respeito, atenção) no casamento e a necessária ação preventiva para que não acabe. Portanto, a primeira providência talvez seja desfazer a ilusão de que o estoque em um casamento é inesgotável. A partir desta consciência, vem, então, a avaliação e as ações, como por exemplo: o casal orar juntos sobre o matrimônio; cultivar um diálogo aberto pra identificar possíveis mágoas e feridas, visando tratá-las com perdão e esclarecimentos; manter o hábito de elogios mútuos e palavras carinhosas; além de muitas outras atitudes.

 

  1. Lições para minha família

Há vários exemplos na Bília de situações difíceis envolvendo famílias. Precisamos conhecer os relatos bíblicos, identificar os princípios e aplicar a Palavra de Deus em nossos dias.

 

3.1. A realidade da vida nesta terra.

Pensemos nos preparativos das famílias envolvidas no casamento em Caná da Galileia, no investimento feito e na expectativa do grande momento. Contudo antes do término da festa, o "vinho" acabou. Nem sempre as coisas acontecem exatamente como planejamos. Quantas surpresas desagradáveis e inesperadas! É preciso enfrentar também esses momentos de forma diferente de como o mundo vivencia, pois afinal, somos discípulos de Cristo [Jo 16.3]. Infelizmente, não são poucos que se dizem cristãos agindo de forma precipitada e sem considerar os princípios bíblicos quando se defrontam com problemas familiares.

 

3.2. O poder da renovação.

O cristão crê que pode aprender e crescer no enfrentamento dos mesmos segundo as orientações bíblicas, no lugar de desanimar e achar que está tudo perdido [Rm 8.28; 10.13]. O vinho produzido por Jesus era comprovadamente melhor que o primeiro e causou admiração ao mestre-sala. Jesus sempre terá uma fase melhor para nossas vidas, não importa o que já vivemos. Devemos sempre estar com nossos odres preparados, porque Ele tem "um vinho" que ainda não provamos.

 

3.3. Estejamos atentos aos propósitos de Deus.

Os propósitos de Deus vão além do benefício imediato ou do momento que está sendo vinvenciado. Interessante notarmos João 2.11: "...manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele". Como já vimos nas primeiras lições da presente revista, família é parte do grande e perfeito plano de Deus, não a sua totalidade. O propósito do milagre em Caná estava além de prover vinho: glória e fé! Que o agir de Deus em nossa família, Seu socorro e Sua providência em nosso lar contribuam para que estejamos firmados no Senhor e no Seu propósito para cada membro da família.

 

CONCLUSÃO

Como reacender a chama do amor em nossos relacionamentos? O ponto principal é nunca deixar Jesus fora deles, pois não importa o que estiver acontecendo, Jesus sempre sabe transformar as situações mais complicadas de nossas vidas e dar-lhes novo sentido e alegria [Jo 10.10].