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Eventos escatologicos e o pre-milenismo
Eventos escatologicos e o pre-milenismo

Quais são os eventos escatológicos mencionados em Mateus 24 e 25?

 

 

Em minhas palestras de Escatologia Bíblica, tenho notado que uma das passagens das Escrituras que mais tem gerado questionamentos é Mateus 24 e 25. Isso, em grande parte, porque os eventos escatológicos mencionados nesses dois capítulos não foram apresentados por Jesus em ordem cronológica.

 

Muitos perguntam, por exemplo: “Se em Mateus 24.37-39 Jesus trata do Arrebatamento, como dizem os dispensacionalistas, por que esse evento é mencionado depois da Grande Tribulação? Isso não seria uma indicação clara de que a Igreja passará por esse período?” Em primeiro lugar, não se deve ignorar que a Bíblia é análoga: as Escrituras interpretam as Escrituras. Segundo: Jesus apresentou as verdades contidas em Mateus 24 e 25 a seus discípulos, que ali representavam a Igreja e também Israel, haja vista serem, ao mesmo tempo, os primeiros membros da Igreja e israelitas. Terceiro: Ele respondeu a uma pergunta tripartida, e a sua resposta, conquanto igualmente tripartida, não está, necessariamente, em ordem cronológica.

 

Mateus 24.1,2 — a invasão de Jerusalém. Ao sair do Templo, o Senhor Jesus foi abordado por seus discípulos, que começaram a lhe mostrar a estrutura daquele edifício. No versículo 2 temos, então, o início do seu sermão profético, com a predição da invasão de Jerusalém pelos romanos no ano 70: “não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada”. As profecias do Senhor sobre o futuro terminam em Mateus 25.46.

 

Mateus 24.3 — a pergunta tripartida dos discípulos. Ao fazer menção da invasão de Jerusalém e da destruição do Templo, o Senhor ouviu dos discípulos uma pergunta tripartida, abarcando questões alusivas a sinais para “estas coisas”, “tua vinda” e “fim do mundo”. Aqui está uma importante chave para se entender as profecias do Senhor. Ele, como veremos, responde aos discípulos de modo tripartido e faz menção de profecias veterotestamentárias, direta ou indiretamente, reforçando a necessidade de se considerar a analogia bíblica.

 

Mateus 24.4-14 — sinais escatológicos gerais e a pregação do Evangelho do Reino até o fim. Diante da pergunta tripartida dos discípulos, o Senhor faz inicialmente uma abordagem panorâmica dos sinais sobre o futuro, desde aqueles dias até o fim do mundo. Ele, por enquanto, não menciona nenhum evento específico, mas chama a atenção dos discípulos — que também eram israelitas — para sinais escatológicos gerais, como surgimento de enganadores (vv. 4,5,11), guerras e rumores de guerras, fomes, pestes, terremotos (vv. 6-8), perseguições aos cristãos (v. 9), escândalos, traições, aumento da iniquidade e esfriamento do amor etc. (vv. 10-12).

 

Jesus termina essa primeira seção discorrendo sobre a pregação do Evangelho do Reino até “o fim” (v. 14). Os termos “Evangelho do Reino” e “fim” indicam, à luz de Apocalipse, que o Senhor se referiu ao Evangelho que será pregado durante a Grande Tribulação, especialmente pelas duas testemunhas e os 144 mil judeus selados por Deus (cf. Ap 7-14), e por ocasião do Milênio, quando toda a terra se encherá do conhecimento do Senhor, de modo intuitivo e também por meio da pregação (cf. Hc 2.4; Jr 31.33,34; Is 2.3; 54.13). Tudo isso que Ele disse teve como objetivo incentivar os salvos a serem perseverantes em qualquer época ou circunstância (Mt 24.13).

 

Mateus 24.15-28 — predições e advertências para Israel sobre a Grande Tribulação. A partir do versículo 15, com a menção da “abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel” (no Templo), fica claro que o Senhor Jesus passa a tratar especificamente de predições relativas ao que acontecerá em/com Israel — haja vista estar falando também a israelitas — na Grande Tribulação, antes da Manifestação do Senhor. Até o versículo 28 não há dúvida de que Ele está tratando do que acontecerá em/com Israel durante a Grande Tribulação. Jesus faz predições e advertências específicas para Israel, como o alerta de que surgirão falsos cristos (vv. 23-26). E sabemos que os israelitas tementes a Deus também creem na vinda do Messias; mas estão esperando ainda a sua primeira vinda, enquanto nós já esperamos a sua volta ou Segunda Vinda (Jo 14.1-3; Hb 9.28).

 

Quem pensa que nessa seção Jesus se refere à invasão de Jerusalém, no ano 70, precisa ler com atenção o versículo 21: “nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (ARA). A Segunda Guerra Mundial (1939-1945), por exemplo, foi muitíssimo pior para os israelitas que a invasão de Jerusalém do primeiro século. O Mestre conclui essa seção afirmando que, “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” (v. 27), numa alusão clara à sua Manifestação em poder e grande glória, com a sua Igreja, no fim da Grande Tribulação (cf. Zc 14.1-11; Jd vv. 14,15; Ap 19.11-21).

 

Mateus 24.29-35 — a Manifestação do Senhor em poder e grande glória. A partir do versículo 29 o Senhor Jesus passa a fazer menção da sua aludida Manifestação, “logo depois da aflição daqueles dias”, quando “o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas”. Observe que todas as tribos da terra se lamentarão (v. 30), pois Ele então se manifestará para julgar os adoradores da Besta — reunidos na “grande Babilônia”, cidade de Jerusalém tomada pelos inimigos de Israel —, pondo fim ao império do Anticristo (cf. Ap 18.9-24). Segundo Apocalipse 19, a Igreja já estará com o Senhor, por ocasião de sua Manifestação em poder e grande glória.

 

Nesse caso, quem são os escolhidos, ajuntados por anjos “desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mt 24.31)? Não há dúvida, com base na analogia geral da Bíblia e no que o Senhor dissera anteriormente, no sermão profético em apreço, que se trata de uma referência ao remanescente dos israelitas tementes a Deus. Estes serão reunidos para o Julgamento das Nações, mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como em Joel 2.30-32; 3.1,2:

 

“E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar. Porquanto eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra”.

 

O Senhor Jesus faz menção desse grande acontecimento em Mateus 25.31,32: “quando o Filho do Homem vier em sua glória, [...] se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele”. O remanescente israelita (cf. Rm 9.27; 11.26) não participará do aludido julgamento na qualidade de réu, pois, “naqueles dias e naquele tempo”, Deus removerá “o cativeiro de Judá e de Jerusalém” (Jl 3.1). Em seguida, será instaurado o Milênio, e “o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o SENHOR, e um será o seu nome” (Zc 14.9).

 

Mateus 24.36-51; 25.1-13 — o Arrebatamento da Igreja e outros eventos. Jesus conclui a seção pela qual trata do futuro de Israel e começa outra. A transição está clara em 24.34-36 (leia com atenção). De 24.36 até 25.13 o Mestre fala especificamente à sua Igreja, representada, ali, pelos seus discípulos, e discorre sobre o Arrebatamento, fazendo menção, também, do Tribunal de Cristo (24.45-51), das Bodas do Cordeiro (25.10) e do Inferno (24.51). Quem diz que a parábola das dez virgens alude a Israel precisa observar que ela começa com o conectivo “Então”, que liga o início do capítulo 25 ao que o Senhor já vinha abordando anteriormente: sua iminente vinda e a importância de estarmos prontos para ela (24.36-51).

 

Mateus 25.14-30 — o Tribunal de Cristo. Após concluir a parábola das dez virgens dando ênfase à iminência do Arrebatamento da Igreja: “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (v. 13), o Senhor Jesus passa a discorrer sobre o Tribunal de Cristo, que é melhor compreendido à luz das explicações do apóstolo Paulo (Rm 14; 1 Co 3; 2 Co 5 etc.). Mas observe que, ao tratar do julgamento dos salvos para efeito de galardão, o Senhor também faz menção do Inferno (Mt 25.30), deixando claro que muitos que estão entre nós sequer comparecerão ante o Tribunal de Cristo (cf. Mt 7.21-23), visto que este será destinado apenas aos santos arrebatados (1 Ts 4.16,17; Ap 22.12).

 

Mateus 25.31-46 — o Julgamento das Nações. O último assunto apresentado pelo Senhor Jesus em seu sermão profético é o Julgamento das Nações, o qual se dará durante toda a Grande Tribulação (Zc 12-14; Jr 50.20), tendo a sua consumação com a Manifestação do Senhor. Quem não considera a analogia geral da Bíblia terá grande dificuldade de entender essa parte da revelação apresentada por Jesus. Ele compara as nações reunidas a bodes e ovelhas, postas à esquerda e à direita do Justo Juiz. Fica claro, à luz de Joel 3, que as nações-bodes e nações-ovelhas são as que, respectivamente, fizeram mal e bem a Israel.

 

Jesus conclui a presente seção — e também o seu sermão profético — dizendo: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna” (Mt 25.46). Isoladamente, os termos “tormento eterno” e “vida eterna” poderiam ser grosso modo chamados de Inferno e Céu, mas, como a Bíblia é análoga, não podemos deixar de conferir outras passagens escatológicas e o próprio contexto imediato do versículo em apreço. À luz de Mateus 10.28 e Apocalipse 20.15, o primeiro termo, “fogo eterno”, equivale a “tormento eterno” (gr. kolasin aiõnion), Geena e Lago de Fogo (gr. limnem ton purós).

 

Quanto ao segundo termo, “vida eterna”, está claramente associado ao que o Senhor havia dito a respeito do Reino, isto é, o Milênio: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34). Ou seja, os representantes de países absolvidos no Julgamento das Nações, sobreviventes da batalha do Armagedom, irão para a vida eterna no sentido de que, ao ingressarem como povos naturais no Reino de mil anos previamente preparado por Deus, terão a oportunidade de receber a salvação eterna por meio de Jesus Cristo e permanecer nEle, assim como ocorre hoje, antes do Arrebatamento da Igreja (cf. Jo 3.16; Mt 24.13). Maranata!

 

 

 

 

 

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O que a Bíblia diz sobre o Milênio? (parte 1)

Quando estudamos sobre o Milênio em Teologia Sistemática, precisamos confrontar as diversas escolas filosóficas do Milênio com o que a Bíblia realmente diz sobre o assunto. Num próximo artigo, pretendo discorrer sobre o Reino Milenar do Senhor à luz da Bíblia. Neste, meu objetivo é apresentar uma definição sucinta das três principais interpretações a respeito desse glorioso evento escatológico.

 

O QUE É O AMILENARISMO?

 

Também conhecido como amilenismo, é uma escola de interpretação que espiritualiza boa parte das passagens bíblicas futuríveis. O amilenarismo interpreta, a qualquer custo, as profecias sobre o Reino de Deus na Terra à luz da obra redentora de Cristo. Na cruz, ao dar o último brado, o Senhor teria — simbolicamente — aprisionado Satanás. Isso significa que o Senhor limitou o poder do Inimigo de enganar as nações (cf. Ap 20.1-3). De acordo com esse sistema, a Segunda Vinda não terá duas etapas. Tudo acontecerá de uma vez só, “naquele Dia”. Quanto aos “mil anos” —mencionados clara e textualmente em Apocalipse 20.1-7 por seis vezes —, trata-se apenas de um número simbólico, que indica um período de tempo iniciado na primeira vinda de Cristo, o qual nunca terminará! Não haverá, por conseguinte, um Reino Milenar, físico, pois o Reino Eterno, espiritual, já está em plena atividade.

 

Os próprios amilenaristas, entretanto, têm reconhecido que é impossível ser dogmático quanto ao que significa o termo “mil anos” em Apocalipse 20. Em outras palavras, eles têm preferido negar o que está clara e literalmente escrito, a fim defender uma interpretação baseada numa mera hipótese! Afinal, até que ponto esse sistema amilenarista seria verossímil e biblicamente fundamentado, para, por meio dele, negarmos o que está escrito no versículo 4: “reinaram com Cristo durante mil anos”? Entre uma hipótese e o que está escrito, é melhor abraçar o que está escrito.

 

O QUE É O PÓS-MILENARISMO?

 

Também chamado de pós-milenismo, esse sistema de interpretação tem semelhanças com o anterior, haja vista afirmar que não haverá um período de mil anos em que Cristo reinará literalmente na Terra, e que o Diabo já foi aprisionado quando o Senhor morreu, no Gólgota. No primeiro advento do Senhor teria acontecido o esmagamento pactual do Inimigo. Nesse caso, o anjo que o prendeu (cf. Ap 20.1) seria o próprio Senhor Jesus. E os resultados disso estariam ocorrendo progressivamente ao longo da História. Entretanto, não há como interpretar, à luz das Escrituras, o texto de Apocalipse 20.1-3 como uma alusão ao suposto aprisionamento de Satanás ocorrido na cruz. Afinal, a própria Palavra de Deus assevera que ele é “o príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2); e pode, inclusive, opor-se hoje aos servos do Senhor (1 Ts 2.18; 1 Pe 5.8,9; Ef 6.11,12).

 

Se o Inimigo tivesse mesmo sido aprisionado quando Jesus foi crucificado, de que maneira teria conseguido encher o coração de Ananias, para que este mentisse ao Espírito Santo (At 5.3)? Por que Paulo afirmou que “o deus deste século [o Diabo] cegou os entendimentos dos incrédulos” (2 Co 4.4)? E por que o doutor dos gentios, ainda, afirmou que não ignorava os ardis de Satanás (2 Co 2.11)? O pós-milenarismo — e também o amilenarismo — afirma que Cristo está reinando, mas em espírito. Ele foi entronizado como Rei logo após as suas ressurreição e ascensão. E o fato de Ele estar hoje assentado à mão direita de Deus, nas regiões celestiais, denota que o “Reino Milenar” está em plena atividade. Pouco a pouco, o Rei conquistará o mundo pela vitória do Evangelho.

 

Para essa escola de interpretação, o Milênio é uma extensão do período da Igreja que ocasionará uma grande disseminação do evangelho. Os “mil anos”, pois, seriam simbólicos e corresponderiam ao período entre a morte de Cristo e a evangelização total do mundo. O que isso significa? Que os “mil anos” de Apocalipse 20.1-7 já seriam, hoje, mais de dois mil anos! Mais uma vez estamos diante de uma hipótese, contra a qual pesa a afirmação clara contida na revelação dada a João: “reinaram com Cristo durante mil anos” (v. 4).

 

O QUE É O PRÉ-MILENARISMO?

 

Chamado também de pré-milenismo, trata-se de uma escola de interpretação que, em geral, honra as Escrituras, afirmando que Cristo voltará antes do Milênio. Por outro lado, dependendo de seu subsistema de interpretar o período tribulacionista, pode se mostrar contraditória. Haja vista o pós-tribulacionismo e o mesotribulacionismo, correntes pré-milenaristas que defendem a ideia — já refutada em artigos anteriores, neste blog — de que a Igreja passará pela Grande Tribulação ou pela primeira parte dela. O sistema de interpretação que se ajusta melhor ao que as Escrituras dizem, em dúvida, é o pré-milenarismo pré-tribulacionista. No entanto, a Palavra de Deus não apoia este ou aquele sistema. O processo é inverso. Ela simplesmente é a verdade; cabe a nós aceitá-la, despojando-nos de todo preconceito. O que está escrito nas Escrituras é a verdade, concordem ou não os teólogos, com as suas escolas. Nesse caso, não é a Bíblia que é pré-milenarista pré-tribulacionista; é esta escola que é bíblica.

 

Por que o pré-milenarismo pré-tribulacionista rejeita a hermenêutica preterista? Tanto o amilenarismo como o pós-milenarismo fazem uso da hermenêutica preterista para interpretar o livro de Apocalipse. Nesse caso, a Grande Tribulação — segundo boa parte dos exegetas dessas escolas — já teria acontecido, e o Anticristo, se manifestado, na geração contemporânea de Cristo. Como apoio à sua interpretação, empregam passagens do próprio livro de Apocalipse que tratam da iminência das “últimas coisas”, afirmando que estas já se cumpriram ainda no século I (cf. Ap 1.1,3; 22.7,10,12).

 

Não obstante, se acreditarmos que já estamos no Milênio — sendo este supostamente um período indefinido entre a morte de Cristo e a evangelização mundial, ou um Reino Eterno inaugurado na primeira vinda do Senhor—, o Arrebatamento da Igreja não será o primeiro evento escatológico, e sim o fim de todas as coisas. E isso implicaria adaptar toda a mensagem da Bíblia a esse sistema preterista de interpretação, além de ignorar a clara sequência cronológica contida em Apocalipse 19 a 22:

 

1) A Igreja glorificada no Céu antes da Grande Tribulação (19.1-10; cf. caps. 4-6).

2) A Manifestação de Cristo em poder e grande glória com a Igreja (19.11-16).

3) A batalha do Armagedom (19.17-19).

4) A vitória de Cristo sobre o Império Anticristão (19.20,21).

5) A prisão de Satanás (20.1-3).

6) A ressurreição dos mártires da Grande Tribulação (20.4,5).

7) O Milênio (20.4-6).

8) A liberação de Satanás após o Milênio (20.7-9).

9) A condenação eterna do Diabo (20.10).

10) O Juízo Final (20.11-15).

11) Novo Céu e Nova Terra (caps. 21-22).

 

Como explicar o fato de que haverá duas ressurreições e vários julgamentos? Todos os eventos mencionados após o Arrebatamento se darão num só instante? Tentemos imaginar como seria isso. O Arrebatamento da Igreja, as ressurreições de justos e injustos, o Tribunal de Cristo, o Julgamento das Nações, o Juízo Final. Enfim, tudo ocorreria num só momento?! Para Deus tudo é possível, mas a Bíblia distingue claramente os julgamentos por meio de aspectos como lugar, participantes, critério do julgamento, momento e resultado, como já vimos em artigos anteriores, neste blog.

 

Por que os pré-milenaristas pré-tribulacionistas não creem que Jesus só voltará depois que o Evangelho for pregado em todo o mundo? Pós-milenaristas apegam-se ao texto de Mateus 24.14 para afirmar que Jesus só voltará depois de toda a Terra ter sido evangelizada. Mas isso, além de refletir má exegese, retardaria a Segunda Vinda por mais alguns milhares de anos, submetendo a vontade soberana de Deus à vontade dos homens. Na verdade, em Mateus 24.3, os discípulos de Jesus lhe fizeram uma pergunta tríplice, tripartida, e quem lê atentamente todo o sermão escatológico de Jesus (Mateus caps. 24-25), percebe que a resposta do Senhor também foi tríplice, mas não necessariamente em ordem cronológica. Jesus falou de eventos que ocorreriam num futuro próximo — a destruição de Jerusalém, no ano 70 — e de outros dois tipos de acontecimentos que se dariam num futuro mais remoto.

 

Em Mateus 24.14, Ele disse: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. O termo “fim”, aqui, tendo em vista a tríplice pergunta dos discípulos, não diz respeito à Segunda Vinda, e sim ao “fim do mundo” (cf. v. 3). Quando, pois, o Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo? Somente no Milênio, quando a Terra então se encherá do conhecimento do Senhor (Is 2.3), e o próprio Cristo estará reinando. Daí a ênfase “evangelho do Reino”, ainda que esta expressão também seja empregada em referência ao Evangelho pregado nos dias hoje (cf. Mc 1.14). O texto de 1 Coríntios 15.24,25 corrobora esta explicação: “Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. Observe que o fim só virá depois que Cristo reinar (cf. Dn 2.36-44)! Aqui temos uma clara alusão ao Milênio.

 

Por que os pré-milenaristas pré-tribulacionistas rejeitam a explicação amilenarista e pós-milenarista para os “mil anos”? Pós-milenaristas e amilenaristas apresentam inúmeros argumentos contra o Milênio, baseados em passagens extraídas do contexto. Apesar disso, reconhecem que é difícil negar a literalidade da expressão “mil anos”, mencionada seis vezes em Apocalipse 20.1-7. Numa tentativa de justificarem o seu sistema, os pós-milenaristas têm afirmado que a palavra “mil”, em Apocalipse 20, é simbólica. Como mil é o cubo de dez (10 x 10 x 10), dizem, e este é um número de perfeição quantitativa, os “mil anos” serviriam como descrição simbólica da glória permanente do Reino que Cristo estabeleceu quando veio ao mundo.

 

O pós-milenarismo, aliás, afirma que o livro de Apocalipse deve ser interpretado, em geral, de maneira simbólica, e isso lhe oferece base para defender a infundada argumentação acima, que espiritualiza várias passagens bíblicas literais. Curiosamente, os defensores dessa escola se valem das parábolas de Jesus e das profecias do Antigo Testamento, e as interpretam simbolicamente para fundamentarem as suas hipóteses! Na verdade, por mais que os teólogos tentem negar a literalidade do Milênio, eles só conseguiriam fazer isso se, de fato, a Palavra de Deus não dissesse, com todas as letras, que ele não é literal. Entretanto, não há como negar um evento escatológico apresentado nas Escrituras com tantas riquezas de detalhes em toda a literatura bíblico-apocalíptica, como veremos no próximo artigo sobre o Milênio.

 

 

 

 

 

 

O que a Bíblia diz sobre o Milênio? (parte 2)

 

Com o Anticristo, o Falso Profeta e os representantes das nações opressoras de Israel para sempre no Inferno, além de Satanás aprisionado por mil anos no Abismo (cf. Ap 19.11-20.3), o mundo terá um novo começo. Haverá mil anos de paz, justiça e prosperidade, sob o comando do Rei dos reis e Senhor dos senhores (Is 33.22). Como o próprio termo “milênio” sugere, será um período de mil anos em que a Igreja reinará com Cristo na Terra (Ap 20.4). Trata-se de uma época áurea, aguardada com muita ansiedade por Israel e pela Igreja. Se alguém pensa que os judeus estão equivocados quanto a esperarem um Reino messiânico na Terra (Lc 2.38; At 1.6), é bom atentar para o fato de que o próprio Senhor Jesus não tirou deles essa esperança. Ao ser perguntado sobre o tempo da restauração do tal Reino, Ele apenas respondeu: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). Mas não é somente Israel que tem essa esperança.

 

A oração diária de quem ama a Segunda Vinda de Cristo é: “Venha o teu Reino”, pois hoje já fazemos parte do Reino de Deus — que implica domínio divino nos corações do seu povo e no meio dele (Mt 12.28; Jo 14.23; Mc 9.1; Cl 1.13) —, mas o Milênio será estabelecido na Terra, literalmente (1 Co 15.24-28). O Reino Milenar é também a última dispensação: a da “plenitude dos tempos”, ainda que alguns insistam em dizer que as dispensações foram “fabricadas” pelos dispensacionalistas. Um exame sem preconceito de algumas passagens bíblicas é suficiente para nos convencer de que o Senhor sempre teve as suas maneiras de tratar com a humanidade, fazendo com ela alianças que ensejaram dispensações, por assim dizer (cf. Gn 2.15-17; 3.9-24; 9.8-17; 12.1-3; Êx 20—23; Dt 28; Jo 1.17). De acordo com Efésios 1.9,10, para o Milênio convergem todas as alianças e períodos mencionados na Bíblia.

 

O SONHO PROFÉTICO DE NABUCODONOSOR

 

Nos dias do profeta Daniel, o Senhor deu um sonho a Nabucodonosor, pelo qual se resume a história dos impérios mundiais — que realmente existiram! —, a partir do babilônico, até chegar ao tempo do Milênio. Este, todavia, não será propriamente um império, e sim o Reino de Cristo. Um império prevalece pela imposição; mas, mesmo no período em apreço, Jesus não obrigará ninguém a recebê-lo como Senhor e Salvador. Tal sonho teria sido um devaneio, sem nenhuma importância no plano escatológico, caso o Deus do Céu não tivesse revelado a sua significação a seu servo Daniel (Dn 2.27-45).

 

O rei viu uma grande estátua. Ela tinha as seguintes características: cabeça de ouro fino; peito e braços de prata; ventre e coxas de cobre; pernas de ferro; pés de ferro e barro. E foi atingida nos pés por uma pedra cortada sem auxílio de mãos (vv. 31-34). Daniel disse ao imperador da Babilônia que ele era a cabeça de ouro; e que, depois dele, se levantaria outros dois reinos inferiores, representados pela prata e pelo cobre (vv. 36-39). Segundo a História, os dois impérios que vieram após o babilônico foram o medo-persa, fundado por Ciro, em 539 a.C., e o grego, estabelecido por Alexandre o Grande, em 330 a.C. Este, aliás, teria domínio sobre toda a Terra (v. 39).

 

Daniel explicou que as pernas de ferro da estátua também representavam um reino, que “será forte como o ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará” (v. 40). Sabemos, pela História, que esse quarto império mundial foi o romano; este, com a sua truculência, dominou o mundo a partir de 67 a.C., numa amplitude sem precedentes. Quanto aos pés da estátua e seus artelhos em ferro e barro, Daniel explicou que se tratava de um reino dividido: firme como o ferro; e, ao mesmo tempo, frágil como o barro. O fato de esses dois elementos não se misturarem denota que o tal império (uma confederação de reinos), não se entenderia; seria um grande governo, porém dividido (vv. 41-43).

 

Ferro alude a um governo ditatorial, totalitário; simboliza blocos compactos; indica poder centralizado. Barro aponta para o governo do povo, democrático, republicano, formado de partículas soltas. Sabemos, também pela História, que, depois do Império Romano, surgiram alguns estados nacionalistas fortes, e outros, fracos, os quais, ao longo dos séculos vêm tentando uma grande e forte coalizão, mas sem sucesso. Haja vista a União Europeia, formada por países fortes, como Alemanha e França, e fracos, como Letônia e Lituânia.

 

Após ter sido atingida nos pés pela pedra cortada sem mãos, a estátua foi esmiuçada por completo. Ferro, barro, cobre, prata e ouro tornaram-se pó, e este foi levado pelo vento (vv. 34,35). A pedra, então, cresceu e se transformou em um grande monte e encheu toda a Terra (v. 35). Daniel disse a Nabucodonosor que, nos dias desses reis, Deus levantará um Reino que jamais será destruído, o qual esmiuçará e consumirá todos os outros reinos (vv. 44,45). À luz da Palavra profética, os pés da estátua, com os seus dez dedos, representam os reinos que formarão a base para a ascensão da Besta (cf. Ap 13.1; Dn 7.24,25). E exatamente os pés serão atingidos pela Pedra! O Milênio será, portanto, o último Reino mundial — literal, assim como os impérios mencionados —, que sobrepujará a todos os impérios que antes dele existiram, principalmente o do Anticristo.

 

 

 

 

O que a Bíblia diz sobre o Milênio? (parte 3)

Dando sequência a esta série — que será concluída com o próximo artigo, o qual será publicado até amanhã, se Deus quiser —, responderemos algumas importantes perguntas sobre o Milênio. Quando e onde será o Reino de Cristo na terra? Quais são as suas principais características? Leia com atenção e confira as referências bíblicas.

 

QUANDO SERÁ O MILÊNIO?

 

Em Lucas 21 — passagem correlata de Mateus 24 —, Jesus disse que Jerusalém seria pisada pelos gentios até que os tempos deles se completassem. A expressão “tempos dos gentios” (v. 24) alude ao tempo em que Israel permaneceria sob o domínio estrangeiro. Esse período começou quando uma parte dos israelitas foi levada cativa pelos babilônios, em 586 a.C., e terminará efetivamente quando Cristo inaugurar o Milênio. À luz do sonho que o Senhor deu a Nabucodonosor, mencionado no artigo anterior, o domínio dos gentios começou com a Babilônia (cabeça de ouro). Esse controle continuou com a coligação do Império Medo-Persa (peito e braços de prata); e com a Grécia (ventre e coxas de cobre).

 

Os tempos dos gentios avançaram com as pernas de ferro do Império Romano — isso alude a três coisas: (1) a extensão desse império (as pernas são a parte mais longa do corpo); (2) a sua divisão em Ocidental e Oriental (duas pernas); e (3) a sua rudeza ditatorial e totalitária (ferro). Esse período de domínio gentílico permanecerá até que os pés da estátua (o Império do Anticristo) sejam atingidos pela Pedra cortada sem mãos: Jesus Cristo, o Rei dos reis.

 

Nos tempos dos gentios, o mundo não melhorará em nenhum aspecto. Os elementos da estátua, como vimos no artigo anterior, foram ficando inferiores, além de terem sido descritos por Daniel de cima para baixo, da cabeça aos pés: ouro, prata, cobre, ferro, ferro com barro, até que tudo se transformou em pó. A Pedra virá do alto, do Céu, o que é uma alusão clara à Manifestação do Senhor em poder e glória para destruir os inimigos de seu povo, no Armagedom, e estabelecer o seu Reino na Terra (cf. Ap 19.11-16; 20.2-6).

 

ONDE SERÁ O MILÊNIO?

 

Alguns consideram o fato de Cristo reinar na Terra durante mil anos uma utopia. Dizem que Deus não desceria de sua alta posição para reinar no mundo. Tais teólogos, cuja fonte de autoridade é o próprio raciocínio, se esquecem de que o Senhor Jesus já fez algo muito mais inconcebível! Sendo em forma de Deus, aniquilou-se a si mesmo e viveu entre os homens como um servo! E mais: morreu como um homem pelos nossos pecados (Fp 2.6-8)! Por que não viria ao mundo para reinar com vara de ferro? Em 1 Coríntios 6.2 está escrito que os santos julgarão o mundo. Onde e quando será isso? No Juízo Final? Não! Esse julgamento será durante o reinado de Cristo (cf. Ap 11.15; 2.26,27).

 

As profecias são claras quanto ao fato de que a capital do Milênio será Jerusalém (Is 2.2,3; 62.4; 60.1-3; 66.20; Mq 4.8-13). Mas não devemos fazer confusão entre a Jerusalém terrestre e a celestial. A sede do governo de Cristo estará num lugar onde existe mar (Ez 47.15). E, acerca da Nova Jerusalém, está escrito: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1). Cristo reinará, então, na Terra, na Jerusalém terrena (Ap 21.2). Não há dúvidas de que o “marido”, nessa passagem, é Jesus Cristo; e a Nova Jerusalém descerá para Ele.

 

Entretanto, os salvos transformados não estarão restritos à Jerusalém terrestre, em razão de já estarem em corpos glorificados (Rm 8.17,18,30; Cl 3.4; 1 Pe 5.1); eles terão livre acesso à Terra. Como isso será possível? Lembremo-nos de que os salvos terão um corpo semelhante ao do Cristo ressurreto (Fp 3.21). E o Senhor, após a sua ressurreição, além de não estar sujeito às leis da natureza, podia interagir com os seus discípulos (cf. Lc 24.15,31; Jo 20.19,26).

 

QUEM PARTICIPARÁ DO MILÊNIO?

 

No Milênio haverá dois grupos distintos na Terra: a Igreja glorificada e os povos naturais. Os salvos transformados, que já estarão com os corpos glorificados (Fp 3.20,21), terão incumbências nesse governo. Eles poderão interagir com os povos naturais, similarmente ao que aconteceu com Jesus, depois de sua ressurreição (Lc 24.39; Jo 20.19,27). Os judeus salvos, os gentios absolvidos no Julgamento das Nações, todos sobreviventes da Grande Tribulação, além do povo nascido durante os mil anos, também ingressarão no Milênio.

 

As pessoas cujos corpos não foram transformados terão o seu desenvolvimento normal; haverá, então, nascimentos e mortes. E, apesar de o Tentador estar aprisionado, o pecado ainda prevalecerá no coração dos não-glorificados (Is 65.20). Haverá um grande derramamento do Espírito, primeiramente sobre Israel, o qual terá início no fim da Grande Tribulação e se estenderá por todo o Milênio (Zc 12.10; Ez 36.27). Deus prometeu, por meio de Ezequiel: “Nem esconderei mais a minha face deles, quando eu houver derramado o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor JEOVÁ” (39.29).

 

Leia também Zacarias 6.12,13,15. Esta passagem não deixa dúvidas quanto à reconstrução do Templo, em Jerusalém, a qual se dará em algum momento, antes ou durante o Milênio. O certo é que, nesse período, a Casa de Deus estará em plena atividade; em Ezequiel 40-44 temos uma descrição profética detalhada sobre isso. Não haverá no Templo milenar a presença da arca, haja vista esta representar a presença daquEle que estará entre os seus servos, em pessoa, literalmente, reinando.

 

Israel possuirá toda a terra prometida. Os servos de Deus galardoados participarão do Reino de Cristo em toda a Terra (cf. Lc 19.17). Contudo, uma organização por Estados será feita pelo Senhor, tendo Israel como ocupante do território que o Senhor tencionou entregar-lhe no passado, isto é, desde o Mediterrâneo até ao rio Eufrates (cf. Gn 15.18; 17.8; Êx 23.31; Ez 48).

 

QUAIS SERÃO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MILÊNIO?

 

  1. Paz abundante (Is 54.13). Toda e qualquer oposição a Cristo será coibida. Não haverá a supremacia de uma nação, como vemos hoje. Embora a sede do governo seja Jerusalém, é Jesus quem reinará sobre a Terra, e não Israel: “naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome” (Zc 14.9). Não haverá nenhuma guerra (Ez 39.9,10; Is 2.4; Mq 4.3,4). O Egito e a Assíria — que hoje compreendem parte dos territórios da Síria e do Iraque — temerão ao Senhor, ao lado de Israel (Is 19.21-25). O que hoje é inconcebível, haja vista essas nações, em suas atuais configurações, representarem uma ameaça constante ao povo israelita, se tornará realidade.

 

  1. Justiça para todos. Segundo a Palavra de Deus, o Rei dos reis “julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Is 11.2).

 

  1. Grande fertilidade no gênero humano e moradia para todos. “E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão” (Zc 8.5; cf. Jr 30.19; 33.22; Os 1.10; Is 60.22; 65.22). Todos terão um lugar para morar: “E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” (Is 65.21,22).

 

  1. Longevidade e saúde (Zc 8.4,5; Is 65.19,20,22). Hoje há muitas enfermidades, todas decorrentes dos efeitos deletérios do pecado. O germe deste ainda estará no coração dos povos naturais; contudo, ele não mais terá poder sobre o corpo das pessoas: “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade” (Is 33.24). A morte, pois, será uma exceção, e não uma regra (Is 65.20).

 

  1. Ausência do instinto de ferocidade dos animais (Is 11.6-9; 35.9; 65.25; Ez 35.25). Eles não mais se atacarão nem serão agressivos quando os seres humanos deles se aproximarem; voltarão a comer ervas (Gn 1.30).

 

  1. Prevalência do pecado entre os povos naturais. Satanás, o Tentador, estará preso, mas a natureza caída continuará a mesma nos povos naturais. Em razão das bênçãos do reinado e da presença pessoal de Cristo, a atividade pecaminosa será bem pequena: uns casos aqui e ali. Além disso, haverá grande temor, pois o Senhor agirá com rigor em relação àqueles que pecarem (Ap 19.15). Em Isaías 65.20 está escrito: “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado”. Esta profecia enfatiza que haverá morte no Milênio, não obstante a implícita menção do prolongamento da duração da vida humana (uma pessoa de cem anos será considerada jovem). Além disso, ela revela que existirão pecadores no mesmo período.

 

De acordo com Zacarias 14.17, o pecado não será removido da Terra no Reino Milenar. Nesta profecia vemos que haverá total ausência de chuva para as nações que não subirem a Jerusalém para adorar o Senhor. E isso é uma prova de que existirão desobedientes no Milênio. E eles serão punidos. O Senhor não obrigará ninguém a adorá-lo; Ele continuará respeitando o livre-arbítrio (Zc 14.16-18; cf. Dt 30.19; 2 Cr 7.14,15). No entanto, como Ele é o único Rei e Senhor — e essa verdade será ainda mais patente no Milênio —, quem não quiser adorá-lo sofrerá as consequências de sua má escolha (Zc 14.19; cf. Is 1.19,20).

 

O que a Bíblia diz sobre o Milênio? (última parte)

Neste último artigo sobre o Milênio respondo a cinco perguntas que recebi sobre esse glorioso reinado de Jesus Cristo na terra, por mil anos.

 

  1. O mundo todo será evangelizado somente no Milênio? Pelo que tudo indica, o mundo todo será evangelizado somente no Milênio, pois a Palavra do Senhor assevera que o Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, e então virá o fim (Mt 24.14; cf. Is 54.13). Além disso, está escrito que “virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR” (Is 2.3). De Jerusalém sairão diretrizes religiosas, leis civis e principalmente a Lei do Senhor. Para ela afluirão todas as nações (Is 2.2). “E irão muitas nações e dirão... subamos ao monte do SENHOR e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas” (Mq 4.2). Leia agora as profecias registradas em Habacuque 2.4, Jeremias 31.33,34 e Ezequiel 11.19,20. Estas mostram que o conhecimento no Milênio será principalmente intuitivo.

 

  1. Como se dará a salvação no Milênio? O Milênio tem como propósito preparar a Terra para o estabelecimento do Reino Eterno (2 Sm 7.12,13; Lc 1.32,33; Sl 89). Nesse caso, os povos naturais terão a oportunidade de crer em Jesus Cristo, que sempre respeitou as decisões humanas (cf. Lc 9.23; Ap 3.20). Mesmo em seu reinado, como vimos, ninguém será obrigado a crer que Ele é o Salvador do Mundo (Jo 4.42). Vemos nisso um contraste com o Império do Anticristo, que será implantado pela força (Ap 13.16). Haverá salvação em massa (Is 33.6; 62.1; Zc 8.13). Com a difusão do conhecimento do Senhor, muitas pessoas se converterão. A evangelização será de fato uma das atividades primordiais dos seguidores de Cristo, como vaticinou o profeta Isaías: “Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (52.7).

 

  1. Quando serão julgados os que se rebelarem contra o Senhor? Todos esses rebeldes serão julgados no Trono Branco, posto que morrerão, quer ainda no Milênio (Is 11.4), quer logo após esse período (cf. Ap 20.7-9). Como se sabe, o Juízo Final será o julgamento de todos os mortos ímpios que não participarem da “primeira ressurreição” (cf. Ap 20.11-15). A expressão “os outros mortos”, em Apocalipse 20.5, inclui todos aqueles que morrerem em seus pecados.

 

  1. Quando ressuscitarão os salvos que morrerem durante o Milênio? Como vimos em outro artigo, neste blog, após o Armagedom haverá pessoas que não morrerão nessa batalha (cf. Ap 19.21), as quais participarão do Julgamento das Nações. Os condenados dentre essas nações vivas irão imediatamente para o Inferno (Mt 25.41). Já os absolvidos ingressarão no Milênio com todas as possibilidades de estar com Cristo por toda a eternidade (Mt 25.34,46b), a menos que sejam enganados e se desviem da verdade (cf. Ap 20.7,8). Quem hoje crê no Senhor Jesus Cristo já tem a vida eterna (Jo 3.16,36a; At 16.31). Da mesma forma, dentre os povos naturais que ingressarem no Milênio, terão essa certeza os indivíduos que crerem no Salvador do mundo e nEle permanecerem: “irão para a vida eterna” (Mt 25.46). Mas, quanto aos que morrerem nesse período (cf. Is 65.20), em que momento ressuscitarão e terão seus corpos transformados?

 

Sabemos que, antes do Juízo Final, todos os mortos hão de ressuscitar. A ressurreição dos salvos que morreram durante o Milênio não deve ser entendida como uma “terceira ressurreição”. Afinal, a Palavra de Deus só apresenta a “primeira” (que abrange, de modo geral, os mortos em Cristo, por ocasião do Arrebatamento, e os mártires da Grande Tribulação), e a “segunda”, mencionada claramente como uma ressurreição para a condenação (Jo 5.29b; Ap 20.5,6). Considerando que o texto de Apocalipse 20 não menciona uma “terceira ressurreição”, é possível que os santos mortos durante o Milênio ressuscitem às vésperas do juízo do Trono Branco (vv.12,13), mas não para comparecerem diante do Justo Juiz na qualidade de réus. Afinal, nenhuma condenação há para quem recebe ao Senhor Jesus Cristo e nEle permanece (cf. Jo 5.24; Rm 8.1,38,39). Não nos esqueçamos de que, no Juízo Final, o livro da vida, no qual estão os nomes de todos os salvos, também será aberto (Ap 20.12).

 

  1. Quando serão transformados os salvos que permanecerem vivos até ao fim do Milênio? Em Apocalipse 21, vemos a descrição de um novo Céu e uma nova Terra, onde não haverá mais espaço para carne e sangue (1 Co 15.50). A partir deste fato, podemos afirmar que, logo após o Juízo Final, todos os que estiverem com Cristo já terão sido transformados, mas não há como saber o momento exato em que isso acontecerá.

 

No Arrebatamento da Igreja, logo após a ressurreição dos mortos em Cristo, haverá a transformação dos santos que estiverem vivos (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51,52). Seguindo-se essa mesma lógica, e considerando que os salvos mortos durante o Milênio ressuscitarão antes do Juízo Final (Ap 20.12), é provável que, nesse mesmo instante, ocorra a transformação dos fiéis que permanecerem vivos durante o Milênio. Há ainda outras questões escatológicas difíceis alusivas ao Milênio, para as quais não temos respostas precisas à luz da Bíblia. Isso ocorre porque nem tudo nos foi revelado por Deus (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Deixemos, pois, “as coisas encobertas” para o Senhor e fiquemos com “as reveladas” (Dt 29.29).

 

 

 

 

 

 

 

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O que é o Juízo Final?

O último de todos os julgamentos, o do Grande Trono Branco, é conhecido como o Juízo Final. Os termos “grande” e “branco” aludem a poder e glória, bem como a santidade e justiça do Justo Juiz, o Senhor Jesus Cristo (Jo 5.22), designado pelo Pai para julgar com justiça (At 17.31). Ele “julgará os povos com retidão” (Sl 9.80) em todos os julgamentos escatológicos: no Tribunal de Cristo (2 Tm 4.8; Ap 22.12); no Julgamento de Israel (Dn 12.1; Jl 2.32); no Julgamento das Nações (Mt 25.31,32; 13.40-46); no Julgamento do Diabo e suas hostes (Ap 20.10; Rm 16.20) e no Trono Branco (Ap 20.13; 21.8; 22.15).

 

  1. Quem participará do Juízo Final? Em 2 Timóteo 4.1 está escrito que o Senhor Jesus Cristo há de julgar os vivos e mortos, na sua vinda e no seu Reino. Os vivos, no tempo desse julgamento final, já terão sido julgados, exceto os sobreviventes do Milênio. Mas observe que o Juízo Final é o julgamento dos “mortos”, termo que aparece em Apocalipse 20.11-15 quatro vezes. Todos os mortos em pecado que ainda não tiverem sido julgados estarão em pé diante do Trono Branco. Quem serão eles? (1) Os mortos que não ressuscitarem no Arrebatamento da Igreja; (2) os mortos durante a Grande Tribulação e na batalha do Armagedom que não ressuscitarem antes do Milênio; (3) os pecadores contumazes que morrerem durante o Milênio.

 

Não serão proferidas, nesse último grande juízo, duas sentenças, como ocorreu no Julgamento das Nações (Mt 25.46). Haverá uma única condenação para os ímpios (Ap 20.15). Alguns teólogos dizem que os salvos também hão de ser julgados, mas isso contraria o que Jesus afirmou, em João 5.24, ARA. O termo “juízo” (gr. krisin), aqui, diz respeito a “decisão”, “julgamento”, no sentido forense, especificamente acerca do juízo divino. Nesse caso, o salvo em Cristo já tem a vida eterna e não mais será julgado quanto ao pecado (cf. Rm 8.1,16,33,34), a menos que se desvie do caminho da justiça e morra sem Cristo (2 Pe 2.20-22; Mt 24.13; Ap 3.5).

 

O que foi dito acima também vale para os servos de Jesus Cristo, dentre os povos naturais, que vierem a morrer durante o Milênio. Por analogia, assim como os mortos em Cristo, por ocasião do Arrebatamento da Igreja, não serão julgados quanto ao pecado, ao ressuscitarem (1 Ts 4.16-18; Ap 22.12), também não haverá necessidade de os mortos em Cristo durante o Milênio ressuscitarem para comparecer diante do Justo Juiz na qualidade de réus (cf. Jo 5.22-29). Por que eles precisariam ouvir a sentença de salvação, uma vez que já terão a plena certeza e a garantia de que estão em Cristo?

 

  1. Por que a morte e o Hades darão os mortos? Segundo Apocalipse 20.13, o mar dará os mortos que nele há. Jesus também afirmou que “todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz” (Jo 5.28). Onde quer que estiverem, os pecadores ressuscitarão para comparecer diante do Trono Branco. A morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) darão os seus mortos, os quais, após o Juízo Final, serão lançados no Lago de Fogo (Ap 20.13,14). O vocábulo “morte”, aqui, é uma metonímia e alude a todos os corpos de ímpios, oriundos de todas as partes da Terra, seja qual for a condição deles. Há pessoas cujos corpos são cremados; outras morrem em decorrência de grandes explosões etc. Todas terão os seus corpos reconstituídos para que compareçam perante o Juiz.

 

Como todos terão de comparecer perante o Justo Juiz em seu estado pleno — espírito, alma e corpo —, estes elementos terão de ser reunidos. Daí a ênfase de que “a morte” e também “o inferno” darão os seus mortos. O termo “inferno”, na passagem em apreço, é hades, também empregado de forma metonímica. Assim como a “morte” dará o corpo, o Hades dará a parte que não está neste mundo físico, isto é, a alma (na verdade, alma+espírito).

 

Todos os sentenciados ao Lago de Fogo, no Trono Branco, serão pecadores já condenados por antecipação (cf. Jo 3.18,36), haja vista o Hades ser um lugar de tormentos onde os injustos aguardam a sentença definitiva (cf. Lc 16.23). Nenhuma alma salva em Cristo se encontra no Hades, mas no Paraíso (Lc 23.43; 2 Co 12.2-4). Diante do exposto o que significa: “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo”? Denota que os corpos e as almas dos perdidos — que saíram do lugar onde estavam e foram reunidos na “segunda ressurreição”, a da condenação (Jo 5.29b) —, depois de ouvirem a sentença do Justo Juiz, serão lançados no Inferno propriamente dito, o Lago de Fogo.

 

Portanto, a frase “a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.14) tem uma correlação com o que Jesus disse em Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (ARA). Ou seja, as almas (“o Hades”) e os corpos (“a morte”) serão lançados no Geena, o Inferno Final. Depois disso, nunca mais haverá morte, o último inimigo a ser vencido (1 Co 15.26).

 

  1. Como será o julgamento dos que tiverem morrido sem ouvir o Evangelho? Estes, certamente, serão julgados, mas não sabemos ao certo quais serão os critérios, exceto quanto à infalível justiça divina. Principalmente por se tratar de uma exceção, o Justo Juiz não deixará de tratar desse caso com imparcialidade. Como disse Abraão ao Senhor, em sua intercessão por Ló, “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25).

 

Não cabe a nós fazer afirmações apressadas e dogmáticas quanto ao presente assunto, porém o texto de Romanos 2.12-16 (ARA) apresenta algumas certezas quanto ao Juízo Final no que concerne às pessoas mortas sem nunca terem ouvido a mensagem salvadora do Evangelho:

 

  1. a) Tendo conhecido ou não o Evangelho, todos serão julgados segundo as suas obras; e os pecadores impenitentes serão condenados. “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (v. 12). Em Ezequiel 18.20-24 fica claro que Deus pune a alma pecadora, além de considerar tanto o arrependimento do ímpio, quanto o desvio do justo.

 

  1. b) O julgamento não se dará com base no que uma pessoa dizia ser, e sim no que de fato ela praticou na Terra. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v. 13).

 

  1. c) A lei aqui não é propriamente o Evangelho, mas aquilo que a pessoa assimilou durante a sua vida em relação a Deus. “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (v. 14). Como aqueles que não têm lei poderiam proceder de acordo com ela? O Senhor não se revela ao ser humano apenas pela sua Palavra. A própria criação manifesta a sua glória e a sua divindade (Sl 19.1-3; Rm 1.20).

 

  1. d) Essa lei fica gravada no coração dos homens, e as suas consciências e os seus pensamentos os acusam ou os defendem, a fim de que não tenham reclamações, naquele Dia. “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (v. 15).

 

  1. e) Tudo o que está gravado no coração dos seres humanos, na parte mais profunda de seu ser, virá à tona. Os livros se abrirão no dia do juízo, e Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os segredos de cada um. “... no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho” (v. 16).

 

  1. Quais serão os critérios do Juízo Final? A salvação é exclusivamente pela graça, mas os mortos sem salvação serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20.12). E aquele cujo nome não constar do livro da vida será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22).

 

  1. O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos afirmam que Deus relacionou toda a humanidade no livro da vida e risca dele quem não recebe a Cristo como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, permanecendo em Cristo (cf. Mt 24.13; 1 Co 15.1,2). Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v. 1; cf. Ap 2-3).

 

Outros teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro somente os nomes dos eleitos para a salvação antes da fundação do mundo. Mas, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes dos salvos são relacionados no livro da vida “desde a”, e não “antes da” fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre “antes da” e “desde a”. No grego, o termo “desde” (apo) significa “a partir de”.

 

A frase “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo” — “whose name has not been written in the book of life from the foundation of the world” (NASB) — denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra criada por Deus (Gn 1). Esse mesmo tipo de construção frasal foi empregado em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros que foram sendo mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Não existe, pois, uma lista de eleitos previamente pronta antes que o mundo viesse a existir.

 

Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento. Da mesma forma, o nome de um salvo só passa a constar do livro da vida após seu novo nascimento (cf. Jo 3.3). Na medida em que os indivíduos creem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), vão sendo inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembleia (At 2.47, ARA; Hb 12.23). Segundo a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5; Êx 32.32,33). Serão riscados do livro da vida os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27; Hb 3; 6; 10; 2 Pe 2).FONTE CPADNEWS /WWW.MAURICIOBERWALD.COMUNIDADES.NET